Pular para o conteúdo
No Ângulo | Futebol é preciso

Maschelíder

26/06/2018

Créditos da imagem: Esporte Interativo

Mascherano foi tecnicamente horroroso contra a Nigéria. E daí?

Indiscutivelmente o pior jogador em campo na partida que definiu a dramática classificação argentina para as oitavas da Copa, Javier Mascherano demonstrou que não é apenas com bom futebol que se ganha uma partida.

Com muita determinação, o “ex-jogador em atividade” (atualmente na China) entregou algo que muitos atletas na ponta dos cascos simplesmente não podem ou não conseguem oferecer às suas seleções: comprometimento e liderança.

As lágrimas de alívio do chefito depois do jogo comovem e demonstram a sua obsessão pela vitória.

Seja ele “aliado” ou “inimigo” de Sampaoli (há muita fofoca na imprensa e não dá pra saber o que realmente está se passando), Javier Mascherano definitivamente nunca poderá ser acusado de omissão: trata-se de um líder nato.

E se hoje, contra os africanos, os hermanos tiveram alguma chance de buscar a classificação (como de fato buscaram), muito pode ser creditado ao zagueiro/volante, que sempre se posicionou durante toda sua carreira e dessa vez não foi diferente.

Basta ver a foto que ilustra estas linhas para perceber o tamanho de sua influência no novo rumo tomado pela sua seleção nesta Copa.

Por isso e muito mais, Mascherano é um dos grandes capitães da minha geração.

A Argentina, aos trancos e barrancos, sobrevive.

A França que se cuide.

E segue o jogo.