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No Ângulo | Futebol é preciso

Mais uma vitória na Santa Fé da reconstrução de Tite

03/03/2016

Créditos da imagem: Lance/Miguel Schincariol

Imagine se, depois de abrir o Mar Vermelho para a passagem dos filhos de Israel, Moisés fosse procurado por um anjo com a seguinte mensagem: “essa foi boa, mas vamos ter que fazer a mesma prova no Oceano Pacífico”. Ou se Hércules, após cumprir sua penitência de 12 trabalhos, recebesse a mensagem dos Deuses de que teria mais duas séries pela frente: uma de 24 e outra de 36. Haja paciência!

Guardadas as proporções, Tite pode falar a mesma coisa. Depois de montar o time que foi campeão mundial, teve que fazer uma equipe totalmente renovada chegar ao hexa brasileiro. E, agora, precisa mesclar reforços modestos com ex-reservas para armar um time em condições de encarar o ano de 2016, começando pela Libertadores. Haja paciência!

Mas a vida implica muitas vezes em mudanças. E mudanças bem feitas requerem sempre perseverança. Isso Tite parece ter aos montes. Também é preciso confiança da torcida. Nisso, parece que ele também tem doses consideráveis – algo que sempre requer confirmação.

Ver o jogo desta quarta-feira contra o Santa Fé foi um sofrimento grande na comparação com o que se via no time do hexa de 2015. E aquela equipe de 2015 foi muitas vezes um sofrimento em relação ao time campeão brasileiro, da Libertadores e do Mundial na epopeia de 2011/2012.

Diante de tudo isso, Tite mantém a energia no banco. Está evidente que o time foi bem treinado, sabe como jogar. O problema é que alguns não conseguem o desempenho que precisariam. Mas é esta a realidade do futebol brasileiro. Duas vitórias em dois jogos na Libertadores, sem convencer ainda, é mais do que se esperava em resultados, mesmo que com menos do que se deseja em desempenho. Isso é o que o Corinthians tem hoje. Só resta desejar toda força ao Adenor.