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No Ângulo | Futebol é preciso

Início do Brasileiro aponta para mais dos mesmos

20/05/2016

Créditos da imagem: UOL

A primeira rodada de um campeonato que tem 38 não serve muito de parâmetro para prever o futuro dos times. Alguns ainda não estão completos, outros jogaram com reservas, reforços não estrearam ou estão sem ambiente e a abertura do mercado no meio do ano é uma ameaça sobre todos os elencos.

Mas algumas tendências já podem ser observadas. O São Paulo jogou com reservas, por causa da Libertadores, e venceu fora de casa. É um esquadrão? Não. Os próprios titulares ainda devem. Venceram jogos importantes na Libertadores, mas decepcionaram mais do que agradaram nos jogos deste ano. Precisam mostrar consistência. E pegaram um Botafogo que, se não melhorar muito, deve flertar com o rebaixamento durante todo este resto de ano. O Atlético Mineiro também usou reservas e derrotou o Santos, um dos candidatos ao título. A derrota santista pode ser considerada a mais doída da rodada. Em um ano no qual perderá por um bom tempo Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Gabigol para a Seleção Brasileira – se não perdê-los definitivamente nas negociações com o exterior -, ser derrotado pelos reservas do Galo é um prejuízo de difícil recuperação. O Atlético fez o dele e está firme na busca do título que não ganha há 45 anos. O Palmeiras começou bonito. Goleada por 4 a 0 sobre o Atlético Paranaense é uma estreia e tanto. Dá confiança ao time, motiva a torcida e acalma o ambiente. Mas ainda precisa ser mais testado. Iniciou bem, porém tem que mostrar regularidade. Corinthians e Grêmio fizeram o clássico dos “chatos”. Digo chatos porque são os times mais difíceis de tomarem gols. Dois esquemas fortes na defesa e na distribuição dos jogadores. E lá vai uma critica ao técnico mais badalado do momento: Tite exagera às vezes nos seus critérios de merecimento. Rodriguinho está devendo futebol há algum tempo e Romero não é jogador para os lados de campo. Não dá um drible. O melhor que o time tem no momento jogou no final da partida, com uma linha de ataque formada por Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel e Guilherme. André é mesmo fraco. Por outro lado, Balbuena deixou claro mais uma vez o erro de ficar na reserva. Grêmio e Corinthians mostraram que estão afiados, ainda mais se conseguirem alguns reforços. De resto, poucos destaques. Citações para o competente Levir Culpi, que levou o Fluminense a uma vitória fora de casa contra o América; ao empate do Inter contra a modesta Chapecoense; e ao triunfo burocrático do Flamengo sobre o Sport.

Para evitar as reclamações dos irmãos nordestinos, um “salve” para a goleada do Santa Cruz por 4 a 1 contra o Vitória. Bom resultado que, entretanto, não indica nenhuma tendência no futuro.

Por conta da montagem dos times, dos riscos de desmontes de alguns e da maratona de 38 rodadas, que costuma liquidar as zebras, não dá para arriscar palpites. Se eu fosse obrigado a fazer previsões hoje, diria que Atlético Mineiro, Corinthians, Grêmio, Fluminense e São Paulo indicam que deveremos ver mais dos mesmos. Estão com a palavra Santos, Palmeiras, Flamengo e Internacional. Que nos digam para quê vieram.

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