
Créditos da imagem: Portal Terra
Vi ontem Inter 0 x Vitória 1, pela 25ª rodada do Brasileirão 2016. Teria perdido minha noite, não fosse uma questão que me surgiu no meio do jogo, logo após o time baiano inaugurar o placar com o zagueiro Kanu: a falta de planejamento e a sobra de incompetência da diretoria do Internacional.
A presença de Celso Roth e Argel Fucks, o atual e o primeiro treinador do Inter neste Brasileirão, respectivamente, foi o desenho certeiro de como a diretoria do Inter dá um tiro no pé a cada tentativa de criar o tão famigerado “fato novo”. O início arrebatador de Fucks fez do treinador sua própria vítima, jogando um balde de água fria na equipe gaúcha, que chegou a estar na liderança da competição.
É claro que estamos no Brasil e sabemos que, aqui, meia-dúzia de resultados ruins é o suficiente pra derrubar o técnico, faça ele o trabalho que tiver feito anteriormente. Por isso, poderíamos até aceitar como normal a demissão de Argel, mas não há nada – repito, nada! – que justifique o time, hoje, ser treinado pelo igualmente parrudo e sem graça, Celso Roth.
Roth é mais do mesmo de Argel, com o agravante de ser da velha geração, com ideias retrógradas, ter pego o time com o campeonato andando, mal conhecer o elenco e contar com a enorme antipatia do torcedor colorado. Enfim, não há razão em sã consciência para mandar embora Argel e, em menos de um turno depois, estar com Roth.
Não, não estou esquecendo de Falcão. A mudança de estilo foi brusca e também não surtiu efeito, mas não justifica a sua demissão e o retorno ao futebol truculento e feio da escola de Roths e Argeis. É como se o Inter tivesse tirado umas férias com Falcão enquanto escolhesse quem seria o novo técnico a naufragar e embrutecer o time, cujo elenco é limitado, mas certamente melhor que pelo menos cinco ou seis times deste campeonato.
A atuação sofrível do time e o péssimo comando não deixam dúvidas: o Inter merece a posição em que se encontra. É o maior exemplo de falta de planejamento e sobra de incompetência deste Campeonato Brasileiro. Coisas assim, só presidentes extremamente piffios são capazes de fazer.
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