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Palmeiras não foi páreo para o Corinthians. O Santos será?
O Corinthians venceu o Palmeiras pela quarta vez consecutiva no intervalo de um ano. Mais uma vez, encaixou o rival em sua marcação e teve paciência para matá-lo na oportunidade certa.
São quatro vitórias em quatro jogos contra quatro técnicos diferentes. Carille não tem perdoado ninguém que vista verde pelos lados de São Paulo.
Mas não é só na capital paulista que o Timão tem se destacado como vencedor de grandes jogos. Na verdade, tem sido assim deste que o treinador assumiu o clube, no ano passado.
Quando a pressão chega e é necessário absoluta concentração para vencer os jogos, o Corinthians de Carille corresponde com perfeição, de maneira impecável. Foi assim contra o Grêmio, no jogo que poderia tirar o Timão da liderança do primeiro turno do Brasileirão, mas que deu ao time a primeira grande folga que faria toda a diferença na reta final do campeonato. Também foi no Campeonato Paulista do ano passado, quando o time não perdeu nenhum clássico e garantiu o título já no jogo de ida da final.
Aliás, clássico é com ele mesmo, pois o treinador conquistou 76,9% dos pontos, com nove vitórias, três empates e apenas uma derrota, para o Santos, na Vila Belmiro, em tarde mágica de Vanderlei.
Já contra o Palmeiras, a tônica se repete, e Carille enfileira técnicos alviverdes. Em todas as vezes em que o clube vinha mal em jogos de menor expressão, o encontro com o arquirrival garante os três pontos e a nova paz para o treinador.
Tem sido admirável a atitude dos jogadores dentro de campo em grandes jogos. O Corinthians é cada vez mais o time a ser batido em todo o Brasil. No ano passado, dos dez principais times que estavam na Série A, só não ganhou do Flamengo, mas jogou o segundo jogo com o time misto, de ressaca após comemorar o heptacampeonato.
Agora é a vez de enfrentar o jovem Santos de Jair Ventura (um dos raros treinadores do nosso futebol com retrospecto favorável contra Carille, com duas vitórias e uma derrota no currículo), que irá a campo com a joia Rodrygo no lugar de Gabigol, suspenso.
Pensando em Libertadores, vale lembrar que Carille já levantou a taça como auxiliar e tem em Tite seu grande espelho para conquista-la agora no posto mais alto do comando técnico. E o começo na competição pode não ter sido ótimo, mas o empate na Colômbia não deixa de ser um bom resultado.
Impecável e mortal, o Corinthians não pode ser descartado em nenhum torneio por sua força e poder de decisão.