
Créditos da imagem: Site Oficial do Palmeiras
Antes que algum leitor desavisado reaja negativamente às próximas linhas, ressalto que o meu entendimento – de que os meninos Gabigol e Gabriel Jesus (de Santos e Palmeiras, respectivamente) deveriam aceitar “correndo” as propostas que estão sendo especuladas em nome de cada um – é sob o ponto de vista deles, e não de seus clubes (tampouco do “futebol brasileiro”).
Bom, isto colocado, gostaria de ressaltar as qualidades dos atletas: como é de conhecimento público, ambos são extremamente jovens e muito possivelmente estarão entre os 18 jogadores de Rogério Micale nas Olimpíadas; ambos são goleadores e capazes de atuar nas duas funções do ataque – mais abertos ou centralizados -, ambos têm personalidade forte (para o bem e para o mal), além de estarem em evidente evolução em suas carreiras.
No entanto, apesar disso tudo, Gabigol e Jesus não são craques. Não destoam em relação aos demais jogadores do País. Gabigol sequer é o melhor jogador de seu time (no Santos, Lucas Lima e Ricardo Oliveira estão à sua frente). Ou seja, ambos estão mais para Malcom (aquele mesmo, campeão nacional pelo Corinthians no ano passado) do que para Neymar (este sim um verdadeiro extraclasse, que parecia um homem no meio de meninos enquanto por aqui esteve). E não acredito que a evolução (que, reitero, de fato eles têm tido) no futebol de cada um seja tão grande a ponto de os credenciar ao posto de craques em nível mundial. Sinceramente, tomara que eu erre, mas acho que nunca serão.
Ou alguém é capaz de cravar que os “Gabriéis” são melhores do que Luan, do Grêmio, ou do que o contundido (mas não esquecido) Valdívia, do Internacional? Eu não…
Gabigol e Gabriel Jesus tanto não são unânimes, que Micale está cogitando levar para as Olimpíadas o também atacante Douglas Costa entre os três acima da idade olímpica (o que seria um desperdício, já que a ida de Neymar é imperativa e gente muito boa ficaria de fora).
Logo, percebe-se que, com boa vontade, Gabigol e Jesus são, no máximo, uma espécie de “candidatos a craques”. São uma expectativa, portanto.
E as propostas recebidas por cada um (a China teria oferecido 50 milhões de euros e o PSG “apenas” 30, pelo novo Menino da Vila; e o Barcelona estaria disposto a chegar aos 24 milhões exigidos pela joia palmeirense) são “propostas finais”, deveras polpudas, de jogadores já experimentados e efetivos craques consagrados.
Ou ter a chance de substituir Ibrahimovic no PSG e possivelmente Neymar no Barcelona é pouca coisa?
E segue o jogo.