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River Plate e Tigres são com toda a justiça os dois finalistas da Copa Libertadores da América. Tanto argentinos quanto mexicanos foram muito superiores a seus adversários na semifinal e prometem fazer uma grande decisão para definir o campeão de 2015. Pelo regulamento, os “millonarios” do River já estão no Mundial de Clubes, mas, pelo que jogou contra o Internacional e como dominou o rival brasileiro, o representante mexicano entra com pinta de favorito para levar pela primeira vez na história a taça para a América do Norte.
Os dois finalistas foram recompensados por terem trabalhado melhor no mercado de transferências durante os quase dois meses em que a Libertadores ficou paralisada por causa da Copa América. O River Plate foi buscar no passado dois antigos ídolos: Lucho González e Javier Saviola. Tinha trazido também Pablo Aimar, mas o meia anunciou o fim da carreira por conta de problemas físicos. Os dois veteranos, no entanto, não tiveram grande influência nos duelos contra o Guarani, do Paraguai. O atacante entrou nos minutos finais na partida disputada em Buenos Aires. O meio-campista deu seu toque de qualidade ao time, mas só aguentou 45 minutos no jogo de ida e outros 62 no de volta. Quem brilhou foi o atacante Lucas Alario, jovem promessa de 22 anos, que foi contratado do Colón e chegou para substituir Téo Gutierrez, que se mandou para o Sporting.
O técnico Marcelo Gallardo surpreendeu ao deixar Cavenaghi no banco e escalar Alario como titular nas duas partidas da semifinal. Mas o garoto não decepcionou e marcou na última terça-feira o gol da classificação para a final. O Guarani, do Paraguai, abriu o placar e pressionava em busca do segundo gol quando o atacante fez de cobertura o gol que levou o River Plate de volta a uma final de Libertadores.
O adversário que o River Plate terá pela frente na decisão será o mais complicado rival entre os que enfrentou desde o início do mata-mata da Libertadores. O Tigres já tinha uma forte equipe com jogadores experientes e campeões da Libertadores como Rafael Sóbis e Guerrón, mas foi às compras durante a Copa América e se fortaleceu ainda mais. E quem chegou, brilhou nos duelos contra o Internacional. Aquino, campeão olímpico em 2012 em cima do Brasil, que veio do Villarreal, foi o melhor em campo em Monterrey. Rápido e driblador, fez o que quis na defesa colorada e sofreu o pênalti que foi desperdiçado por Rafael Sóbis. O meia Damm, contratado do Pachuca, deu equilíbrio ao meio-campo. E o artilheiro francês, Gignac, contratado a peso de ouro do Olympique de Marselha, fez o que dele se espera ao marcar o primeiro gol que abriu o caminho para a maiúscula vitória por 3 a 1.
Ao final do jogo, Rafael Sóbis resumiu bem o que foi o jogo ao lamentar o pênalti que desperdiçou. “Era para ter sido quatro ou cinco pelo menos”. E era mesmo! O domínio do Tigres foi total. Resta saber se vai conseguir repetir o desempenho contra o River Plate. Os mexicanos jogaram mais e melhor nas semifinais. Os dois finalistas se enfrentaram na fase de grupos desta edição da Libertadores e empataram duas vezes. Agora, tanto um quanto outro está mais reforçado do que no começo do campeonato. Mas o representante da Concacaf parece mais poderoso neste momento.