
Créditos da imagem: Marca.com
É comum nos dias de hoje vermos bandeiras levantadas contra a “subordinação” de Neymar a Messi com a camisa do Barcelona. Atuando sempre abaixo do argentino, o brasileiro se faz refém de suas próprias declarações – “estou aqui para ajudar o Messi” – e se enrosca na teia formada pela idolatria suprema a Léo.
Mas não é somente pelos lados da Catalunha que esta situação acontece. Na capital espanhola, Karin Benzema me levanta a mesma impressão que tenho sobre Neymar no Barça: um craque eclipsado por uma estrela maior.
É fora do comum o que o francês tem jogado há algumas temporadas. Na Copa do Mundo, fez chover com a seleção francesa, marcando golaços até mesmo depois do apito final do juiz – lembra daquele lance genial em que o juiz apitou o término com a bola no ar? Na final do Mundial de Clubes, Benzema ensinou espanhol para japonês! Foi o craque do jogo, mas não conseguiu competir com o brilho de Cristiano Ronaldo, que parece estar sempre na hora certa, no lugar certo, e que, mesmo que não estivesse, seria considerado o melhor do jogo.
Isso sem falar dos jogos do Campeonato Espanhol e da Liga dos Campeões, nos quais hora ou outra o francês acaba decidindo.
Mas, assim como Neymar – que ao contrário do francês, não vive boa fase -, o camisa 9 merengue jamais alcançará um reconhecimento do tamanho de seu futebol, pois faça o que fizer, os méritos e as glórias serão sempre dadas a Ronaldo.
Falam tanto da necessidade de independência de Neymar, mas tão pouco sobre Benzema. Assim como para o brasileiro, talvez fosse ótimo para o francês estar no comando de outro gigante europeu, ser o brilho maior do esquadrão.
Quem sabe um dia. Seria bom demais ver a Europa despolarizada novamente, sem o domínio colossal da “dupla espanhola”.