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Em entrevista exclusiva, craque se diz realizado no São Paulo, admite quase ter ido jogar com Kaká nos EUA, explica a sua saída do Santos, fala sobre Seleção Brasileira e muito mais.
Por Fernando Prado e Gabriel Rostey
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Simples, consciente e gentil. Assim pode ser definido Paulo Henrique Ganso. Em pleno sábado ensolarado na capital paulista, o clássico “camisa dez” recebeu a equipe do No Ângulo no Centro de Treinamentos do São Paulo e logo de cara surpreendeu pela simpatia. Estendendo as mãos com um largo sorriso estampado no rosto, fez questão de apresentar as instalações do seu ambiente de trabalho até a chegada ao local da entrevista, uma sala de reuniões do clube. A seguir, confira a entrevista com o craque, ídolo de Santos e São Paulo:

No Ângulo – Para que se esclareça de uma vez por todas, qual a sua real condição física atual? Você tem alguma limitação para a prática esportiva?
PH Ganso – Hoje, graças a Deus, estou 100% mesmo, sem nenhum problema físico, tanto que desde a minha chegada ao São Paulo até hoje eu não tive lesão nenhuma, fico fora dos jogos só por suspensão mesmo.
Em 2010, você e Neymar lideraram mais uma bem-sucedida geração de “Meninos da Vila” que encantou o Brasil. Com títulos, reconhecimento e fama, aquele pode ser considerado o grande ano da sua vida? No âmbito pessoal, como foi toda essa transformação?
Ali foi um divisor de águas, foi uma transformação completa. Não podia ir à padaria, ao shopping, lugar nenhum. Foi uma febre, parecia os Beatles (risos), cada aeroporto que a gente ia, lotava, o hotel tinha sempre torcedor na porta. E todo mundo voava, sempre falam mais de mim, do Neymar e do Robinho, mas tinha o Wesley, o Marquinhos, o André… às vezes a gente tomava três gols lá atrás, porque deixava dois zagueiros contra três atacantes. A gente fazia muitos gols, mas agradece também ao Durval, ao Dracena, porque eles salvavam a gente. Era impressionante, a gente entrava em campo já sabendo que ia ganhar, só não sabia de quanto. O pessoal pedia até o Pará na Seleção (risos).

Ainda sobre 2010, no duelo contra a Holanda (que acabaria nos eliminando da Copa do Mundo da África do Sul), Dunga tinha, entre outras opções, Grafite e Júlio Baptista no banco de reservas. Acredita que a história teria sido outra caso você e Neymar tivessem sido convocados?
Olha, é difícil dizer que teria sido diferente. Eu entendo o Dunga, ele tinha um grupo que estava ganhando tudo e confiou naqueles jogadores. O que eu posso dizer é que a gente tava na “ponta dos cascos” e se sentia pronto sim pra pelo menos fazer parte daquele grupo.
Você é um dos meias mais talentosos do mundo, mas muitos o acusam de não ser dinâmico. No que você acha que mais pode melhorar o seu futebol?
Obrigado! Eu procuro ser dinâmico nas partidas. Se você for analisar os jogos do São Paulo, vai perceber que eu procuro preencher o campo, fechar o setor e servir os meus companheiros de ataque. Uma coisa que eu me cobro bastante é chegar mais próximo da área adversária e tentar fazer mais gols.
Incomoda o fato de muitos lembrarem apenas dos seus bons momentos em 2010, sendo que você viveu outros também marcantes tanto pelo Santos (Libertadores de 2011) quanto pelo São Paulo (Brasileirão de 2014)?
Olha, não me incomodo porque hoje eu já tenho uma certa experiência no futebol, sei de tudo o que eu fiz nesses anos, ajudei a conquistar títulos, e é isso que deixa a minha consciência tranquila. Sei que tive participação importante na Libertadores de 2011 e em outros campeonatos também. Assim como no Brasileirão do ano passado, quando fui considerado um dos melhores meias da competição.
Mas antes você ficava chateado?
Não, porque pra muita gente é assim, né? Na quarta você faz gol, e é bom, mas no domingo você não faz nada, aí já não presta pro time e tem que ir pro banco. Futebol é assim…
“Faltou empresário” na sua trajetória? Hoje você poderia estar entre os grandes do futebol mundial (como Neymar) caso tivesse tido uma carreira mais bem conduzida? Ficou uma ponta de frustração?
Não, porque eu já tive empresários bons. Claro que acontece coisa pro lado bom e pro lado ruim, mas não tenho nenhuma tristeza nem mágoa não. O importante é que estou bem no São Paulo. Mas quem sabe um dia eu possa atuar num grande clube da Europa.
E tem algum clube de preferência? Ou país?
Não, só jogar no futebol europeu. É uma experiência que eu quero viver um dia. Não falo agora, mas se um dia pintar…
A saída do Santos era inevitável? A situação ficou insustentável? O que de fato aconteceu que fez com que você saísse e tentasse a sorte em um clube rival? Hoje, olhando para trás, teria feito algo diferente, talvez cedido mais em algum ponto, como salário? Você se sentiu desprestigiado?
Parte salarial não foi o problema, foi o de menos. Foi mais a briga mesmo, quando estava chegando num acordo, a gente conversava uma coisa e acontecia outra. E não me senti desprestigiado não, é que não foi conduzido de um modo legal. Eu nunca tive problema com funcionários do Santos, só com a diretoria mesmo. E quando não dá certo, é buscar novos desafios, novos ares.
Como é a sua relação com o ídolo santista Giovanni? A questão da participação no seu “passe” foi resolvida de maneira amigável? E como foi a participação dele no começo da sua carreira?
A gente tem pouco contato. Até na época que ele voltou pro clube a gente tinha pouco contato. Mas eu sou muito grato ao Giovanni, porque foi ele que me deu a oportunidade. Eu tinha um professor de educação física que trabalhava na escola do Giovanni lá em Belém. O professor falou para ele que eu era bom, e ele nem tinha me visto jogar, mas falou pra eu ir treinar lá no Santos, eu fui aprovado nos testes e acabou tudo dando certo.

Se fosse possível voltar no tempo, o que o Santos poderia ter feito de diferente na final do Mundial Interclubes de 2011? Aquele Barcelona do Guardiola era realmente imbatível? Qual a sensação de enfrentar Messi, Xavi e Iniesta? O “psicológico” pesa nessas horas?
Eu não acho legal lembrar disso (risos)! Olha, não existe nenhuma equipe imbatível, mas era um time muito entrosado, com a bola nos pés era absurdo o que eles conseguiam fazer. Talvez a gente pudesse colocar mais jogadores de marcação, não sei. Mas quando você quer vencer, não dá para colocar só jogador de marcação, ainda mais a nossa equipe, que estava acostumada a atacar. Foi complicado sim entrar em campo e ver essas feras do outro lado. Pô, jogar contra Messi, Xavi, Iniesta, Fábregas? A gente sabia que estava jogando contra “os” caras. Talvez pudéssemos ter marcado mais, é difícil dizer. A gente até teve uma chance no começo do jogo em que o Ney (Neymar) acabou errando o chute, mas a verdade é que mesmo se tivéssemos aberto o placar ia ser muito difícil não perder para aquele Barcelona. Eles estavam jogando demais.
Muricy (à época treinador da equipe santista) errou ao escalar Bruno Rodrigo no lugar de Elano e entrar com um surpreendente 3-5-2 naquela partida sem nunca ter atuado daquela maneira?
Ele tentou colocar outro marcador. Isso não chega a murchar o time, mas faz a gente pensar que tem que marcar muito a equipe deles. Messi, Xavi, Iniesta, Fábregas, o Daniel Alves jogando de ponta-direita… eles não tinham um centroavante fixo, era bem complicado. Realmente a gente não estava muito acostumado com aquela forma de atuar. Mas é difícil também, acho que o 4×0 acabou ficando muito elástico, pois a gente também teve chances naquela partida, pelo menos um 4 x 2 não ficaria tão elástico.
Muito se fala na provável saída de Lucas Lima do Santos na próxima janela de transferências. Você toparia voltar ao clube que o revelou, caso seja procurado para substituí-lo?
Quando você joga por um rival, a torcida xinga mesmo, provoca pra querer te tirar da partida. Não dá pra falar “eu voltaria”, ou “não voltaria”, mas eu fui muito feliz lá e acho que a gente deve deixar as portas sempre abertas, a gente não sabe o dia de amanhã. Não fecho as portas para nenhum clube.
Supondo que você encerrasse a sua carreira hoje, acha que ela estaria mais associada ao Santos ou ao São Paulo?
Acho que um pouco dos dois. O Santos pelos títulos que eu ajudei a conquistar lá. No São Paulo eu participei de um título só, a Sul-Americana, que eu cheguei no final, mas o carinho que eu tenho da torcida aqui é impressionante. E já tenho mais jogos pelo São Paulo do que pelo Santos.
Como você é recebido em Santos? Você frequenta a cidade?
Direto, direto eu estou lá. Na Vila Belmiro o pessoal xinga pra tentar tirar o meu foco do jogo, mas no dia a dia o pessoal tira foto, pede autógrafo, até hoje é assim.

Você recebeu proposta e esteve perto de sair para os EUA, como foi noticiado no começo do ano? O que pensa sobre atuar em um “centro periférico” do futebol?
Sim, recebi do time do Kaká (Orlando City), só que o presidente do São Paulo não quis vender na época. Eu acho que não seria ruim, porque o futebol está crescendo muito lá nos Estados Unidos. Acredito que daqui a 4 ou 5 anos vai estar num nível top mesmo, com muitos jogadores indo para lá em vez de irem para a Europa.
Muitos defendem (entre eles, Muricy) que você deveria chegar mais perto da área adversária e tentar fazer mais gols. No entanto, você parece render mais na faixa central do campo, fazendo a transição entre a zaga e o ataque, com qualidade no passe e as milimétricas enfiadas de bola que são a sua especialidade. Considerando que você tem uma boa média de desarmes nas partidas, a ideia de se tornar um segundo volante o agrada? Você toparia ser testado nessa função?
Não, eu não gosto muito de jogar de segundo volante. Jogava quando precisava, que o Muricy às vezes queria colocar mais um atacante, e aí eu recuava. Mas acho que mais próximo da área adversária eu consigo levar mais perigo, consigo dar um chute no gol ou achar um companheiro nos espaços. Já mais atrás, acaba dando passe lateral, passe de cinco, dez metros. Aí é que o pessoal vai falar mais ainda que não tenho dinâmica de jogo.
Claro que depende do técnico, mas em geral, jogadores como você, que são dos mais talentosos do time, acabam recebendo uma “colher de chá” dos técnicos para marcar menos?
Não, no futebol de hoje não cabe mais isso mesmo. Mas a gente não precisa necessariamente marcar, mas sim ocupar espaços.
Por falar em testes, qual a impressão que ficou do trabalho de Osorio? Gosta do rodízio implementado por ele? Jogador brasileiro sabe lidar com isso? Tira a confiança?
A gente começou a se adaptar. No início teve até umas divergências, comigo, com o Michel (Bastos), porque a gente não está acostumado e quer estar sempre jogando. E pra fazer isso, precisa de um elenco grande e de muita qualidade, porque às vezes acaba tirando uma peça e o time sente falta, não consegue trocar, e aí perde pontos importantes. Eu acho legal o rodízio, mas não dá para trocar oito jogadores de um jogo para o outro. Tem que ser dois, três… acima de cinco fica complicado. E rodízio não tira a confiança não.
Muito se fala da diferença dos técnicos brasileiros para os estrangeiros. O Osorio, por exemplo, tinha métodos de treinamento que você nunca viu antes?
Da maneira que ele fazia eu nunca tinha treinado no Brasil. Mais questões táticas mesmo, de posicionar a zaga, saída de jogo rápida, e ele gostava de jogar sempre ofensivamente, então fazia zagueiro conduzir a bola para abrir espaço, o volante ficar livre e passar. Mas precisa ter a confiança do treinador, e precisa ser bem treinado e bem executado.
Qual o melhor treinador com quem você já trabalhou? E jogador?
Ah, eu aprendi com todos os treinadores que já trabalhei. De verdade. Vanderlei (Luxemburgo), Dorival (Júnior), Muricy (Ramalho), e Osorio tinham todos muita qualidade e muito a ensinar. Jogador tem o Neymar, o Robinho, todo aquele time do Santos de 2010, o Kaká e o Rogério (Ceni) também que são excepcionais e grandes referências que tenho no futebol.
E qual foi o treinador mais importante na sua carreira?
Ah, tem um pouco de cada. O Luxemburgo, por exemplo, falava “Olha, você não marca!”, mais ou menos como ele fez com o Alex em 2003 no Cruzeiro, do tipo “roubou a bola, joga nele, que é o nosso meia e vai armar o jogo”. Com o Dorival a gente tinha um time que rodava muito a bola, toda hora se mexendo e procurando os espaços, bem dinâmico. Com o Muricy também, em 2011 deu continuidade ao trabalho e até hoje pede para eu entrar na área (risos). E o Osorio é essa forma diferente de fazer rodízio, que ele trouxe do exterior.
Osorio exagerou ao reclamar das perdas do elenco (Denílson, Souza, Paulo Miranda, Tolói, Dória, Boschilia e Jonathan Cafu foram negociados após a contratação do técnico)? Ele não sabia disso quando veio ao Brasil?
Olha, o elenco perdeu algumas peças, mas também tem outros bons jogadores. O Wesley mesmo, que sentiu o tempo que ficou parado no Palmeiras, mas que é um baita jogador, o Thiago Mendes, que tem bastante potencial, muita força, corre de um lado para o outro e ajuda muito… O Rogério, o Guisao que chegaram e também têm qualidade. Talvez ele tenha sido pego de surpresa, não sei. Mas o Tite também perdeu jogadores e o Corinthians tá encaixadinho. Infelizmente, no Brasil, os clubes ainda dependem da venda dos seus atletas.
O Kaká foi importante pro seu futebol no ano passado?
Foi. Ele trouxe um pouco da experiência que ele tem. Com tudo o que ele ganhou você pensa “Ah, esse cara não vai querer correr”, e ele chegava cedo, corria no treinamento, no jogo, chamava os jogadores durante o jogo. E fazer tudo isso depois de tudo o que ele já ganhou, de ter sido o melhor do mundo, é porque ele é diferente mesmo.
Consegue de cabeça montar a sua seleção do Brasileirão 2015?
Ah, eu vou estar nesse time aí! (risos) Rogério Ceni; Lucas, Gil, Geromel e Douglas Santos; Ralf, Thiago Mendes, Lucas Lima e eu (risos); Pratto e Ricardo Oliveira. Não, coloca o Luis Fabiano nesse time pra ele não ficar bravo comigo (risos). Mas neste ano tem muito jogador bom, tem o Luan do Grêmio, o Giuliano, o Valdívia do Inter…
Qual você acha o melhor jogador atuando no Brasil?
O Jadson está muito bem. Acho que o melhor do campeonato vai ser alguém do Corinthians, Renato Augusto ou Jadson. Mas não dá pra escolher alguém como “o melhor do Brasil”.
Você tem algum ídolo, alguma referência como jogador?
Tenho. O Alex (ex-Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e outros), ele joga demais. Eu cresci vendo ele jogar. O Kaká. E o Zidane. Sou muito fã desses caras. Isso na minha posição.
E hoje, o melhor do mundo?
Messi e Cristiano Ronaldo brigando, de novo.
E o Neymar, pode vir a ser?
Pode, pode. Tem qualidade pra isso.
E na sua posição, de quem você mais gosta?
Eu gosto muito do Thiago Alcântara, acho que joga muita bola, é muito inteligente, tem muita qualidade técnica pra não errar um passe, no domínio de bola. O Iniesta é outro que eu também sou fã.
E você gosta de acompanhar futebol, de ver jogo?
Direto. Tudo, Campeonato Inglês, Alemão, Italiano, Espanhol, isso só dos quatro principais do exterior, mas eu gosto de tudo. O Brasileirão eu também vejo todo.
Se você encerrasse a sua carreira hoje, você pensaria em continuar trabalhando com futebol?
Não sei. Poderia ser alguma área do marketing, e estudar pra isso, lógico. Ou auxiliar-técnico. Eu brinco que auxiliar-técnico dá pitaco e não tem pressão da torcida, não tem que dar coletiva de imprensa (risos). Treinador é bem difícil, ainda mais aqui no Brasil.
Acredita que Rogério Ceni tem chances de continuar caso o São Paulo se classifique para a Libertadores de 2016?
Acho que desta vez ele vai parar mesmo, na minha opinião ele está bem decidido.

O fato de Rogério Ceni já ter declarado publicamente algumas vezes que se impressiona com o que você faz dentro de campo, que o considera um craque e que lhe ofereceria um contrato vitalício caso ele fosse dirigente, te dá um respaldo dentro do São Paulo?
Caramba, claro que dá! Eu fico lisonjeado toda vez que ele, um ídolo pra mim, fala bem do meu futebol. E o Rogério, por toda história e representatividade que tem no clube, me dá muita confiança sim.
Até que ponto a crise política no São Paulo pode atrapalhar o time dentro de campo?
Não atrapalha o rendimento. Se for atrapalhar alguma coisa é no vestiário, se tem uma briga. Por exemplo, na Copa do Brasil, de repente você está se aquecendo e se preparando pra entrar em campo, e tem uma briga de conselheiro que não gosta do diretor que está dentro do vestiário. Isso é chato de acontecer, isso atrapalha. Mas fora isso, não atrapalha em nada. Espero que tudo se resolva da melhor forma possível, com todos pensando no melhor para o São Paulo, que é o mais importante.
O duelo entre São Paulo e Santos pela semifinal da Copa do Brasil tem favorito? O Santos está engasgado em razão das recentes eliminações?
Não, não tem favorito. Duas grandes equipes que têm condições de passar. E isso dos últimos jogos nem passa pela cabeça, a gente quer ser campeão, e o São Paulo nunca teve esse título da Copa do Brasil. Isso não atrapalha não. Estamos focados e atentos às orientações do Doriva.
Por falar em Doriva, uma curiosidade sobre os bastidores: treinador novato chega a pedir pra um elenco uma vitória, uma classificação, mais empenho etc, em nome de sua continuidade? Algo do tipo “vamos ganhar essa Copa do Brasil, galera. Eu quero fazer história nesse clube e quero que vocês me ajudem”?
Ah, sim. Isso rola muito no futebol. E não só treinador. Jogador, dirigente… Acho natural. Vamos tentar chegar à final da Copa do Brasil primeiro pela torcida, depois pra nos ajudar e ajudar o nosso novo técnico, que, aliás, tem tudo pra dar certo, é um cara estudioso e muito bom de grupo. Jogador vive de título, né, se você não ganha nada, você não fica na parede. Aqui no São Paulo, o clube é cheio de fotos e troféus dos títulos. O Doriva hoje é treinador, mas era jogador e você passa ali e a parede está cheia de fotos dele.
E a nossa Seleção, como você projeta pra próxima Copa?
Eu acho que a gente tem que começar a montar uma base pra pensar em 2018, independente de resultado. Claro que a gente vive de resultado, mas precisa formar uma base pra ter algum entrosamento porque não tem tempo pra treinar.

Pra fechar, Paulo Henrique Ganso estará na Copa do Mundo de 2018 da Rússia?
Caramba! (risos) Eu quero estar na Copa da Rússia e vou lutar muito por isso. A Seleção Brasileira definitivamente é uma meta que tenho pra minha carreira. É um sonho estar lá e poder representar o seu país. Eu estou me preparando pra isso. Tem que estar preparado, porque a oportunidade pode surgir. Como o próprio Ricardo Oliveira agora, a oportunidade surgiu e ele está preparado.