
Créditos da imagem: Andres Stapff/Reuters
Felipe Melo errou feio, já sabíamos disso. Chegou cantando de galo, mas esqueceu que nem sempre se joga no seu terreiro (ou chiqueiro, para se sentir mesmo em casa). A vida e a tabela têm voltas que vão daqui ao Uruguai. O “tapa com responsabilidade”, por pouco não virou tragédia, uma guerra das mais lamentáveis que ainda se existem no futebol.
Mas quarta, verdade seja dita, pouco aprontou o “pit bull” até a hora do soco. Esse é, porém, Felipe Melo, outrora estopim de um cenário de guerra quando jogava na Turquia, lembram? Guerra que não combinava com aquele belo estádio, manchado pela atitude criminosa da organização do jogo.
Dentro de campo tivemos dois tempos inexplicavelmente opostos, o Palmeiras não pode jogar tão mal como no primeiro tempo. Apagões como esse nem sempre são perdoados e a Ponte já provou isso. O alviverde não pode deixar de jogar como jogou no segundo tempo, com vontade, sim, mas acima de tudo futebol, que no fim das contas é o que vence o jogo. E o Palmeiras venceu, com mudanças cirúrgicas de Eduardo Baptista, que errou demais na escalação do time.
Eis outra batalha, Baptista versus a imprensa malvada, que o chamou de ‘maleável’, que o critica, que especula outros treinadores. Entendo toda a revolta do jovem e dedicado treinador, mas sinceramente, ele não foi ofendido e a resposta tem de ser dada em campo. Com resultado, não com socos na mesa. Não com tapas na cara de “uruguaios”, sejam eles do Peñarol ou do “Jornalismo Futebol Clube”.
O Palmeiras ainda não tem cara de campeão, o elenco é bom, vasto, mas não imbatível. O técnico é estudioso, lúcido, mas ainda não convenceu de que está à altura da pressão desse caldeirão verde. Ambos, porém, têm tudo para ganhar cara, alma e futebol de campeão, virar o jogo outra vez. Libertadores não é o que vimos depois do jogo, aquilo é outra coisa: caso de polícia. E esse Palmeiras é capaz de provar isso.