
Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo
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Opinião:
Gabriel Rostey
1 – Telê Santana
Primeiro campeão brasileiro (pelo Atlético, em 1971); único treinador a ser campeão paulista, carioca, mineiro e gaúcho; comandante do último clube a conseguir a façanha de repetir um título mundial consecutivamente (“São Paulo do Telê” 1992-1993) e formador de uma das Seleções mais encantadoras da história do futebol – o Brasil de 1982 – “Mestre Telê Santana” é praticamente inatacável. Não bastasse isso, privilegiava o talento, formava equipes ofensivas, lançou e lapidou inúmeros craques e é um “deus” intocável na história do Tricolor do Morumbi – clube que elevou a outro patamar. Tem como único ponto fraco não ter conquistado uma Copa do Mundo, apesar de ter perdido apenas uma partida nas duas que disputou. Em relação aos outros concorrentes, teve a vantagem de ser treinador em uma época que nossos clubes praticamente não perdiam jogadores para o exterior.2 – Felipão
Um personagem da história do futebol brasileiro, é de longe o nosso treinador mais bem sucedido internacionalmente. Tornou o Criciúma campeão da Copa do Brasil. Marcou época no Grêmio, fazendo um “time de refugos” se impor na base da raça e pragmatismo, colecionando troféus e conquistando a América. Também se tornou ídolo histórico no Palmeiras, onde (com mais investimento) repetiu a fórmula e levou o clube ao inédito título da Libertadores. Na Seleção formou a “Família Scolari”, apostou em Ronaldo (o que poucos teriam feito) e levou o Penta com a única campanha 100% em Copas além da de 1970. Elevou a seleção portuguesa a outro patamar, passou (e fracassou) pelo milionário Chelsea e, como canto do cisne, recolocou a seleção brasileira em destaque ao ser responsável direto por destronar uma imbatível Espanha na Copa das Confederações de 2013. Sua carreira para sempre estará manchada pelo catastrófico 7 a 1 contra a Alemanha, mas não é uma tarde de surrealidade sem precedentes na história do futebol que apagará mais de duas décadas de sucesso.3 – Tite
Um modelo pessoal e profissional, ainda pode chegar ao topo da lista. Começou fulminante, levando o Caxias ao título gaúcho e o Grêmio à conquista da Copa do Brasil. Depois, passou quase uma década perambulando sem destaque, até uma vitoriosa passagem pelo Inter. Mas tudo mudou a partir de 2011, no Corinthians, quando venceu tudo e tornou-se o maior técnico da história do clube, conseguindo o feito de exorcizar o fantasma da Libertadores e vencer o Mundial de Clubes em um período de “seleções internacionais européias”. Após um ano sabático, passou a aliar um futebol vistoso e de excelentes triangulações às suas sólidas, seguras e disciplinadas equipes. Com anos de atraso, chegou à Seleção e revolucionou o time e a autoestima da população, prometendo chegar forte para a Copa do Mundo da Rússia. Menos vencedor que os demais concorrentes, é o que mais sofreu por ser de uma época em que nossos times são desfigurados a cada semestre pelas transferências internacionais.4 – Vanderlei Luxemburgo
Revolucionário, introduziu e consolidou inovações no nosso futebol, como recuar meias para a posição de volante, psicólogos na comissão técnica, elencos recheados (sempre que possível, enfraquecendo os rivais) e esse papel de manager com o técnico sendo uma espécie de “chefão” do futebol do clube. Além de sempre ter formado equipes ofensivas e talentosas que propunham o jogo, é simplesmente o recordista de títulos do Campeonato Brasileiro (5) e do Campeonato Paulista (8). Campeão paulista pelo Bragantino, formou o histórico “Palmeiras da Parmalat” e passou a dirigir os times mais poderosos e estrelados do país. Apesar de chegar à Seleção como unanimidade, não teve sucesso. Com trabalhos marcantes no Corinthians, Cruzeiro e Santos, chegou onde técnico brasileiro nenhum jamais esteve, o “Real Madrid dos galáticos”, mas fracassou. Nunca se deu bem contra adversários internacionais e teve desvantagem no confronto direto contra o rival Felipão.
José Maria de Aquino
1 – Telê Santana
Pela dedicação no trabalho, praticamente full time. No São Paulo, dispensou morar onde quisesse, por conta do clube, para morar no CT da Barra Funda, gastando o tempo de folga entre estudar futebol e um teclado. Pela personalidade: respeitava e exigia respeito dos jogadores. Sem distinguir cobrões dos iniciantes. E, com a razão, peitava cartolas. Tirou o presidente do ônibus dizendo a ele que ali só viajavam jogadores e comissão técnica. Resultado: os títulos já citados e a Seleção do encanto.2 – Felipão
Fraco nas teorias e forte na parte prática. Tira leite de pedra em times modestos, extraindo o máximo de cada um. E sabe passar responsabilidade aos jogadores quando o time tem craques. Fez uma aposta difícil em 2002 e ganhou. Não cedeu aos gritos da imprensa – especialmente a carioca – para que convocasse Romário. Não cedendo, disse aos outros que ninguém era melhor do que ninguém. Como tinha outros grandes jogadores, formou um time forte e compenetrado. Talvez apenas Telê tivesse a mesma coragem (Telê não queria Sócrates, mas não encontrou alguém). Levou a mesma ideia para a seleção portuguesa, com sucesso. Fracassou no Chelsea por dois motivos: a língua e por ser uma legião de estrangeiros, com identidades diferentes.3 – Tite
Por ter percebido em dois momentos que estava pisando errado e recomeçou. A primeira, quando achou que já era o tal e pediu o mundo ao São Paulo. Com o não, precisou recomeçar, no São Caetano. Depois, quando deu um tempo na carreira para estudar. Está longe de ser um mágico e tem que provar muito ainda. Aproveitou bem a força que a diretoria do Corinthians deu a ele não o demitindo – como muitos pediam – ao ser desclassificado pelo Tolima, na Libertadores. Jogadores viram que perderiam eventual queda de braço.4 – Vanderlei Luxemburgo
Tem qualidades e defeitos. É um jogador. De baralho, cassino, bingo… e na vida. Criativo, atrevido na armação dos times e nos discursos aos jogadores, saiu-se bem enquanto não mostrou seu ponto fraco, como pessoa. Embrulhão, envolveu-se em negócios e disputadas com jogadores e perdeu as paradas. Caiu no descrédito e aí nenhum comandante consegue segurar a barra.
Jorge Freitas
1 – Felipão
Ao falarmos de Felipão, não importa se a imagem que nos vem à cabeça é a do Khedira tabelando ao entrar na nossa área no dia mais triste do futebol brasileiro dentro das quatro linhas. Luiz Felipe Scolari pegou um time desmontado e trouxe a Copa para nós. Pegou um atacante desacreditado e fez dele o melhor da Copa – não é, Oliver Kahn? – e melhor do mundo. Jamais esqueceremos os 7 a 1, mas também jamais esqueceremos o Penta e os dois gols de Ronaldo na final contra os mesmos alemães. Felipão deu a mim a primeira e única Copa do Mundo. Por isso e muito mais, encabeça esta lista.2 – Telê Santana
Apesar de não ser um grande vitorioso com a Seleção Brasileira, Telê tem em seu nome o comando da histórica seleção de 1982, de Zico, Falcão, Cerezo e Sócrates. Uma constelação que só um treinador igualmente gabaritado poderia saber lidar. Infelizmente, a Copa não veio, mas a história, que tanto premia os vencedores, guardou um lugar especial para este esquadrão derrotado em uma batalha contras os italianos de Paolo Rossi. Se o time tem lugar na história, quem o treinou também deve ter.3 – Vanderlei Luxemburgo
Marcado pelos últimos 12 anos em que se sustentou apenas com campeonato estaduais justamente quando estes perderam seu valor, Luxa fez tanto pelo futebol brasileiro que poderia estar tranquilamente em primeiro, não fosse a pesadíssima concorrência com Telê e Felipão. Fato que o técnico é o maior campeão brasileiro, já levou Copa do Brasil e, inclusive, soma uma Copa América com a camisa canarinho. Poderia ser mais, mas o “profexô” aparentemente trocou alhos por bugalhos e se ausentou de alma do futebol. Entre mortos e feridos, nesta lista, fica em terceiro.4 – Tite
Sem dúvidas, Tite é o melhor técnico brasileiro da atualidade. Mas para a história ainda falta muito. Nem ser multi-campeão com o Corinthians, como foi este gaúcho, nem ter oito vitórias nas oito primeiras partidas à frente da Seleção devem credenciá-lo como maior técnico da história do Brasil, visto a pesadíssima – e histórica – concorrência com os demais. O futuro para mim é de Tite. Mas quem sou eu para tentar prevê-lo?
Fernando Gavini
1 – Telê Santana
Ganhou tudo o que era possível com o São Paulo e merecia ter sido campeão de pelo menos uma das duas Copas do Mundo em que dirigiu a Seleção Brasileira. Fica com o primeiro lugar principalmente pelo fato de o Brasil ter apresentado sob seu comando o melhor futebol dos últimos 40 anos.2 – Tite
Campeão do mundo e da Libertadores pelo Corinthians. Dependendo do que fizer na Seleção a partir de agora, pode até virar o número 1 da lista.3 – Felipão
Por causa do Penta na Copa do Mundo de 2002, era para ser pelo menos o segundo deste ranking, mas não dá para esquecer do 7 a 1.4 – Vanderlei Luxemburgo
Apesar de ser recordista de títulos do Brasileiro e do Paulista, bem como de ter formado grandes equipes, nunca ganhou nem Libertadores e nem Mundial.
Emerson Figueiredo
1 – Telê Santana
O mestre dos mestres. Adepto ferrenho do futebol bem jogado, ofensivo, com base no talento e com jogo limpo. Suas equipes quase sempre encantavam. Formou uma escola, que infelizmente foi abandonada em troca de técnicos brucutus. Formou a melhor seleção brasileira depois da Copa de 70. Não ganhou, mas encantou com um time que ainda provoca muita saudade.2 – Tite
Pode parecer ainda precoce, mas acredito que Tite já possa figurar nesta segunda posição. Seu início de carreira foi discreto, mas sua evolução foi consistente. Quando chegou ao Corinthians, em 2010, não era uma unanimidade. Hoje, é considerado o treinador mais importante da história do clube. Mais do que isso, virou unanimidade nacional. Com o mesmo material humano que Dunga tinha, montou em pouco tempo uma seleção que impressiona. Estudou, aprendeu e agora ensina.3 – Vanderlei Luxemburgo
Se tivesse mantido o ritmo de seu início de carreira, e feito sucesso na Seleção Brasileira, poderia superar até o mestre Telê. Suas equipes sempre foram fortes e bem armadas. Sempre soube tirar o máximo de seus atletas. Mas perdeu o rumo em algum momento da carreira. Depois do auge no Real Madrid, se tornou um técnico errático e comum.4 – Felipão
Ganhou duas Libertadores e uma Copa do Mundo. Um currículo que impõe respeito. Mas fica atrás pelos 7 a 1, por suas atitudes antidesportivas (como mandar agredir jogador adversário, dar soco em jornalistas etc). Um vencedor, sem dúvida, mas um exemplo a não ser seguido no esporte.
Fernando Prado
1 – Telê Santana
O lendário Telê era um verdadeiro “educador da bola”. Perfeccionista na busca do bom futebol, formou a encantadora Seleção de 1982, certamente a mais lembrada pelos amantes do esporte (ao lado da de 70). Sem falar no São Paulo do início dos anos 90, talvez a última equipe brasileira a conseguir vencer – jogando melhor – os rivais europeus nos Mundiais Interclubes. Mestre.2 – Vanderlei Luxemburgo
Maior campeão nacional, Luxemburgo foi um treinador visionário (pioneiro na arte de colocar jogadores ofensivos na função de volante e outras mudanças táticas; na percepção da necessidade de se ter elencos fortes e não apenas um time titular; no “poder de vestiário” e na capacidade de inflamar os seus comandados; na preocupação com a logística dos clubes que comandava, com uma visão macro e perfeccionismo que faziam a diferença etc). Uma prova do que Luxa representou para o futebol é a sua passagem pelo Real Madrid (algo inimaginável para qualquer treinador brasileiro na atualidade), a qual, ainda que não tenha sido bem-sucedida, demonstra o tamanho que Vanderlei tinha àquela altura (em 2005, quando assumiu a equipe espanhola, o treinador vinha de dois títulos brasileiros na sequência por Cruzeiro e Santos, respectivamente). Estrategista.3- Tite
Tite tem o mérito de ter entendido antes dos seus “rivais” brasileiros o futebol moderno. Adepto do futebol praticado com intensidade, atua excepcionalmente bem como administrador de pessoas e consegue extrair de um plantel o que ele tem de melhor. É o maior treinador da história do Corinthians (campeão de Libertadores e Mundial) e já começa muito bem na Seleção Brasileira. Tite tem boas condições de chegar ao topo da lista, já que o Brasil tem tudo para entrar forte na disputa na Copa da Rússia, muito por mérito dele, que “arrumou a casa” depois da fatídica “Era Dunga”. Rumo ao topo.4 – Felipão
Em que pese o seu estilo “brucutu”, Felipão certamente tem o maior currículo entre os quatro treinadores objetos desta enquete. Técnico da nossa Seleção na campanha do Penta, em 2002 (ele ganhou, mas Romário deveria ter sido convocado), e vice da Eurocopa por Portugal. Sem falar nas passagens de sucesso por Grêmio, Palmeiras e até na China. De qualquer modo – e agora eu sei que serei duro – Luiz Felipe Scolari foi o treinador da Seleção Brasileira responsável pela maior vergonha já vista na história do futebol em nível mundial. O 7 a 1 simplesmente NÃO PODERIA ter acontecido. O comandante não ter levado um substituto para Neymar (Bernard convocado em vez de Robinho?), não considerar um plano B, permitir que o irresponsável do David Luiz atuasse como um peladeiro, enquanto ele, Felipão, permaneceu inerte ali na beira do campo, queimar o Fred (está queimado até hoje) insistindo nele – que estava muito mal – o torneio inteiro e tantos outros “detalhes”. A verdade é que Felipão fracassou feio naquele que foi o maior desafio esportivo da sua vida, o que, para mim, tornou-se algo maior do que os seus inegáveis grandes feitos anteriores. 7 a 1 eterno.
