
Créditos da imagem: Márcio Alves / Agência O Globo
O Vasco acabou de renovar por mais três anos um câncer que consome o clube ferozmente e que destrói todo o poder de um dos maiores vencedores do cenário nacional.
Com a vitória de Campello, Eurico Miranda se perpetua ainda mais -se é que seja possível se perpetuar ainda mais- em seu clubinho de estimação, total e exclusivamente a seus serviços.
Eurico é tão maléfico ao Vasco, que vendeu uma das maiores promessas do clube por uma pechincha, para atrapalhar o então provável eleito Brant, para depois retornar ao poder, mesmo que indiretamente. Ou seja, prejudicou seu próprio aliado, numa clara demonstração de como corrói o clube permanentemente por seus próprios caprichos.
Platão foi categórico ao dizer que os bons que se abdicam da política acabam por aceitar o governo dos maus.
Mas no caso de um clube de futebol, que, apesar de interessar a relevante parcela da população, não há espaços para que os bons sequer tentem participar, o que fazer para deixar de ser governado pelos ruins?
É como uma prisão eterna à qual se submete o Vasco, renovável periodicamente por sua submissão ao “Corleone” e seu falso discurso de que o respeito está de volta, soberba enaltecida em cada um de seus discursos.
O Vasco perde, de goleada, a cada vitória de seu ditador Eurico. E padece.
Uma pena que não temos muito o que fazer, já que o futebol está coberto de lama de seu início até o fim, com efe de Fifa.