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No Ângulo | Futebol é preciso

Elenco estelar só é bom para quem vê futebol do sofá

26/07/2017

Créditos da imagem: Foto Divulgação Philips

Alguns times brasileiros têm jogado milhões de reais em campo nestas últimas temporadas.

Contratações estelares têm sido cada vez mais comuns, com a cartolagem achando que problemas de elenco se resolvem com contratações, não com soluções da base ou até mesmo de dentro do próprio elenco.

É inegável que o nível do futebol brasileiro tem subido com bons jogadores, principalmente aqueles contratados com razoáveis ou até boas carreiras no exterior. Entretanto, quanto mais jogadores “galáticos” em campo, maior se torna a folha salarial dos clubes e, maior ainda, a necessidade de grandes receitas.

Além de patrocínio e cotas de TV, a conta cai exatamente nos estádios, isto é, nas bilheterias.

Bueno, pero no mucho.

Com preços astronômicos, a classe popular acaba mais uma vez afastada do estádio. Sim, aqueles que tanto empurraram os times até o final da década de 90 e início do milênio atual, tornam-se cada vez mais descartáveis dos estádios, que passam a ser ou ainda mais vazios ou mais elitizados.

Com isso, só ganham aqueles torcedores que se acostumaram desde sempre a ver futebol do sofá. Estes sim, vibram com times galáticos e milionários, indiferentes ao preço do ingresso e à quantidade de torcedores presentes nos jogos de seus times, já que jamais ou raramente vão ao estádio.

Ou seja, quanto mais galáticos os times brasileiros se tornam, mais afastado ficará o valor dos ingressos do alcance popular. Quem sempre foi ao estádio tende a deixar de seguir seu time do coração e passará a ser mais um torcedor saudoso da época dos ingressos a uma verdadeira pechincha. Já o torcedor de sofá seguirá firme com o sonho de ser de novo campeão sem nunca ter sentido vibrar a arquibancada de um estádio.

E pior ainda é ver ex-cartola e agora prefeito falando que “futebol não é coisa para pobre”, em vez de buscar soluções para trazer o povo de volta.

A que ponto chegamos!