
Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo
Estaríamos hoje aqui enaltecendo o grande treinador espanhol que deu um show de bola no Superclássico. Estaríamos aqui rasgando elogios por ter parado Messi, por ter feito de um time com grandes atacantes uma arminha de brinquedo que nem água atira direito.
Se Tite fosse Guardiola, o Brasil já seria o principal favorito da Copa 2018. Também seria novamente a seleção mais temida no mundo, inclusive pelo alemães.
Se Tite fosse Guardiola, o show de ontem sairia estampado em todos os jornais europeus, e na capa!
Se Tite fosse Guardiola, já teria uma estátua em frente à sede da CBF e uma foto sua de fundo em cada repartição pública brasileira. Também seria chamado pra dar palestras em todos os clubes do mundo, em espanhol e sem tradutor, só pela imagem mesmo.
Se Tite fosse Guardiola, teríamos um boom de recém nascidos chamados de Pepe. Já estaríamos fabricando máscaras para o Carnaval com a cara do treinador.
Se Tite fosse Guardiola, Papai Noel este ano viria fantasiado de espanhol.
Mas Tite é Tite e Guardiola é Guardiola.
Guardiola sempre treinou os melhores jogadores do mundo. Tite comeu o pão que o diabo amassou. Quebrou tabus, fez o que nenhum treinador brasileiro seria capaz de fazer.
Se Tite fosse europeu, estaria entre os cinco melhores do mundo, mas tem que viver sob eterna desconfiança, enquanto Mourinho, Guardiola e Ancelotti, dizem, não precisam provar mais nada a ninguém.
Se Tite fosse Guardiola, o mundo estaria a seus pés.
Mas é questão de tempo.
Um dia ainda nos perguntaremos: e se Guardiola fosse Tite?