
Créditos da imagem: Unknown
O futebol é ingrato e injusto.
Não há outros adjetivos que possam ser usados às vésperas da Copa do Mundo quando percebemos que a segunda seleção mais vitoriosa da história está fora da disputa deste ano.
Ingrato e injusto, pois fosse ele um esporte justo, a Itália jamais ficaria de fora de uma Copa do Mundo.
Fosse grato, receberia a Azurra de braços abertos após ser recebida carinhosamente tantas vezes pela seleção em Copas do Mundo e em Eurocopas.
Tudo bem que a Itália vive uma de suas piores fases da história, mas quem somos nós para recusá-la num Mundial?
Quem recusaria um evento com Michael Jordan novamente em quadra ou com Phelps nas piscinas?
Não há ganhos com estas ausências.
Aos mais novos, era a última chance de ver a magia do maior goleiro da história, Buffon. Aos mais velhos, a estranha sensação de ter uma camisa azul a menos em campo, de peso, presente no topo do pódio em quatro mundiais, além de mais outras duas finais.
E tudo isso por uma Suécia limitada, capaz de não vencer o Peru dentro de casa, sem a estrela de Zlatan Ibrahimovic, e que deverá ficar pelo caminho já na primeira fase.
Os deuses do futebol certamente dormiam enquanto ambas as seleções disputavam a última vaga pela repescagem, no ano passado.
Aliás, o Imponderável deveria abrir uma exceção e dar sempre preferência a quem já foi campeão mundial. Vaga cativa a quem está sempre presente para abrilhantar o maior espetáculo da Terra.
Imaginar que Buffon verá a Copa pela TV é de cortar o coração. Supergigi, o monstro campeão de 2006 e que jurou proteger as traves durante sua carreira – e cumpriu -, não poderá fazê-lo pela última vez sob os holofotes do maior evento do planeta.
Enfim, não há mais o que se fazer a não ser lamentar.
Estamos à mercê do Sobrenatural de Almeida, personagem criado por Nelson Rodrigues, responsável pelas zebras históricas do futebol.