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No Ângulo | Futebol é preciso

Duelo de titãs no clássico alvinegro deste domingo

17/09/2015

Créditos da imagem: Montagem/No Ângulo

O Corinthians x Santos deste próximo domingo é, ao menos em teoria, o maior duelo que poderia haver no futebol brasileiro neste momento.

O alvinegro da capital é líder com folga no Brasileirão e vinha de uma sequência invicta de 17 jogos na competição (entre as maiores da história dos pontos corridos), além de ter disparado o melhor saldo, a melhor defesa e o segundo melhor ataque.

Já o rival praiano se reergueu após a troca de técnico. Depois de se sagrar campeão paulista, fez um começo de Brasileiro pífio, ficando estacionado no Z4 por várias rodadas. Entretanto, depois da volta de Dorival Júnior (que teve brilhante passagem pelo clube em 2010), o Peixe engatou a quinta marcha e está difícil de ser parado.

O fim da invencibilidade corintiana veio ao natural, num duro teste contra o Internacional no Beira-Rio, em uma partida equilibrada que poderia ter tido qualquer resultado. No final, prevaleceram os reanimados donos da casa, que lutam por uma vaga no G4. Mas é importante notar que o Corinthians venceu apenas uma das últimas quatro partidas no campeonato (ainda que em duas delas, contra Palmeiras e Grêmio, o time estava realmente desfigurado pelo excesso de desfalques). Mesmo assim, faz uma campanha de rara consistência, que desanima os que esperam que perca fôlego na disputa pelo título.

Como ainda não tivemos nenhum grande campeão neste ano (os brasileiros fracassaram na Libertadores, os estaduais são cada vez mais secundários e a Copa do Brasil agora é decidida no final do segundo semestre), entendo que ainda não temos “o time do ano”. Mas o fato de o Santos ter sido campeão paulista, ter um desempenho ótimo em clássicos, ter eliminado da Copa do Brasil o líder do Brasileirão com duas contundentes vitórias e fazer a excelente campanha no Brasileirão após a troca de comando, faz com que algumas pessoas – como o colega Fernando Prado – vejam o Peixe como o melhor do país até o momento, já que é um tanto enganosa sua atual sétima colocação (aliás, aposto que lutaria pelo caneco se a diretoria não tivesse cometido o erro de manter o novato Marcelo Fernandes por tanto tempo). O “atropelamento” imposto ao fortíssimo Atlético – candidato ao título – só reforça essa visão.

Vejo o Corinthians devendo uma resposta em jogos grandes e clássicos neste ano. Ainda que a equipe tenha sido formada ao longo deste campeonato (50%  dos jogadores de linha não eram titulares quando o Brasileirão começou), o Timão não venceu nenhum dos seus últimos nove clássicos, recentemente empatou em casa com o Grêmio em uma partida importantíssima e venceu o Galo quando foi absolutamente dominado como mandante.

Uma curiosidade interessante: a derrota do Corinthians contra o Inter colocou fim a um período de praticamente três meses e meio (mais de 100 dias!) em que o Timão não perdia para uma equipe que não o Santos. Desde a derrota para o Grêmio por 3 x 1 em Porto Alegre, em 3 de junho, o clube mais popular de São Paulo só tinha sido batido pelo rival da Baixada, em três oportunidades.

Para mim o melhor é que os dois estão diretamente interessados na vitória e não existirá nenhuma desculpa para que não deixem tudo em campo (como na suspeita de que o Corinthians não deu o máximo na Copa do Brasil porque priorizava o Brasileiro). Aliás, o Santos acerta ao se dedicar com o mesmo empenho nos dois torneios. Muito se fala da questão física, mas e o emocional? Por exemplo, o quanto a eliminação do Corinthians para o Palmeiras no Paulistão – quando poupou jogadores fundamentais como Elias e Renato Augusto – prejudicou a confiança e o resto do semestre da equipe? Não à toa vimos tantos times fazerem dobradinha estadual/Copa do Brasil ou Libertadores quando eram disputados simultaneamente, como tão bem sabem corintianos (em 95, 2002 e 2009) e santistas (em 2010 e 2011).