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No Ângulo | Futebol é preciso

Desvendando (conjecturando) a Seleção Brasileira de Tite

22/07/2016

Créditos da imagem: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Caros leitores, saber com 100% de certeza ninguém sabe (acredito que nem mesmo o próprio), no entanto, nas próximas linhas, num combinado de “observação + imaginação”, tentarei desvendar aquilo que considero ser a escalação que Tite tem em mente para as duas primeiras partidas da Seleção Brasileira sob o seu comando, contra Equador e Colômbia, pelas Eliminatórias da Copa.

Partindo do pressuposto que o craque da Seleção é Neymar, restam mais 10 nomes para que se chegue a um time.

Bom, vamos lá:

Goleiro: Fernando Prass. Em que pese o técnico da Seleção Olímpica, Rogério Micale, não confirmar, acredito que há o dedo de Tite na indicação do goleiro do Palmeiras como um dos três acima da idade olímpica para a disputa dos Jogos no Rio.

Lateral-direito: Embora estivesse acompanhando de perto o bom futebol de Fagner no Corinthians, penso que o treinador optará por Daniel Alves por tudo que ele ainda representa para o futebol.

Zagueiros: O “chinês” Gil, por quem Tite, imagino, nutra bastante admiração dos tempos de Corinthians, formará, até por uma pressão popular e por “pegar bem” neste momento, a dupla de zaga com o renomado Thiago Silva.

Lateral-esquerdo: Marcelo, antigo desafeto de Dunga, retomará o seu posto de titular incontestável da Seleção Brasileira.

Volantes: Casemiro, jovem e já campeão pelo Real Madrid e que não conta com grandes adversários na briga pela posição (Luiz Gustavo é bom, mas visto com reserva por parte da imprensa e da torcida e Rafael Carioca não está repetindo o desempenho do ano passado) e Paulinho (!), o principal jogador corintiano na conquista do Mundial Interclubes de 2012, sob o comando de Tite.

Meias: Renato Augusto (jogador versátil, aplicado taticamente e que, também sob o comando de Tite, foi eleito o melhor jogador do Brasileirão 2015. Além de ser outro dos três acima da idade que figuram na Seleção Olímpica) e Philippe Coutinho (seguindo a dica da jornalista Camila Mattoso, com a autoridade de quem escreveu o agradável e revelador livro “Tite”).

Atacantes: Apesar de gostar de atuar na mesma faixa de campo de Neymar (o que já aparece como um desafio para Tite resolver), Douglas Costa deverá formar a dupla de ataque da Seleção com o nosso “craque maior”, até pela ausência de um grande camisa 9 na atual geração (embora Fred, Jonas, Luis Fabiano e Ricardo Oliveira sejam todos bons jogadores).

Portanto, o “time de Tite” seria escalado com:

Fernando Prass; Daniel Alves, Gil, Thiago Silva e Marcelo; Casemiro, Paulinho, Renato Augusto e Philippe Coutinho; Douglas Costa e Neymar

Em tempo: não que isso desperte muito interesse, mas a minha escalação seria diferente. A começar pela presença que considero impositiva de Lucas Lima entre os titulares, o melhor meio-campista do futebol brasileiro na atualidade (sim, melhor do que os eternamente badalados Willian e Oscar, por exemplo).

Sem falar que, na “minha” Seleção, os “chineses” e todos aqueles que atuam em centros periféricos do futebol não teriam vez.

Por fim, é importante que se destaque o óbvio: a chance de eu errar é enorme. Primeiro que não tenho bola de cristal. Segundo que, até lá, muita bola vai rolar. As Olimpíadas e as demais competições mundo afora podem consolidar novos nomes (como Gabigol e Gabriel Jesus), queimar outros tantos e por aí vai. Sem falar em contusões etc.

Mas vale a tentativa e, na pior das hipóteses, a saudável brincadeira que o leitor mais assíduo já sabe que gosto de fazer.

E segue o jogo.

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