
Créditos da imagem: Pedro Martins / MoWA Press
Nesta quarta-feira o Brasil entra em campo contra a Colômbia no intitulado “Jogo da Amizade”, em prol das famílias das vítimas do terrível acidente que matou 71 pessoas, dentre elas quase todo o elenco da Chapecoense – que iria disputar pela primeira vez uma final internacional – em solo colombiano.
Passada a dor do momento, mas não cicatrizada a ferida, o jogo de hoje engana quando nos passa uma impressão de amistoso festivo, sem outras finalidades desportivas. Vinte e três jogadores jogam a que deve ser a única chance de entrar na briga por uma vaga entre os convocados para a disputa do Mundial, no ano que vem, na Rússia.
Entrar nesta seleção de ótimo momento técnico não será fácil, principalmente quando temos um treinador que leva em conta questões de confiança e tem uma queda por jogadores com quem já trabalhou por algum período. Mas, mesmo assim, ainda sobram algumas vagas e há muita gente de olho.
Mas quem tem e quem não tem chance de pisar na Rússia em 2018? Enfim, vamos por partes.
Goleiros (Três vagas): Alisson assumiu a camisa número um da Seleção Brasileira e parece contar com a confiança de Tite. Entretanto, o goleiro não tem jogado com frequência em seu clube e a falta de ritmo de jogo pode pesar para a escolha do treinador na lista final. É a posição mais aberta no grupo e não apenas os três convocados, mas todos os grandes goleiros brasileiros em atuação podem ir parar na Copa do Mundo. Acho, inclusive, que o Brasileirão e a Libertadores deste ano serão fundamentais para a escolha dos três. É esperar para ver!
Laterais (Quatro vagas): Diferentemente da posição de guarda-redes, os laterais parecem 75% definido e apenas uma vaga está sobrando. Na esquerda, só em caso de extrema infelicidade Marcelo e Filipe Luís não estarão na Copa. Na direita, Dani Alves é dono da posição e não deve perdê-la até lá. Resta uma vaga, na direita. Fagner e Marcos Rocha tem potencial, mas atualmente não estão jogando o que já jogaram um dia. Vem novidade por aí?
Zagueiros (Quatro vagas): Outra posição quase definida com Miranda, Marquinhos e Thiago Silva. Gil agrada e tem a confiança no treinador, mas a sua permanência no futebol chinês pode melar a sua vaga. Dos convocados para o jogo da amizade, Geromel tem vantagem pelo futebol que tem apresentado, além de sua experiência, e Rodrigo Caio tem para si o fato de ser versátil, característica da qual Tite sempre foi um fã assíduo. Victor Hugo e Luan são ótimos, mas poderão ser nomes apenas para 2022, no Catar.
Meias (Oito vagas): No meio-campo a confiança fala mais alto. Renato Augusto e Paulinho não devem perder a vaga mesmo que sigam morando na China. Giuliano entrou bem quando chamado e deve permanecer até que se prove o contrário. Casemiro é titular no Real e será na Seleção. Fernandinho precisa provar mais e bater menos, mas Tite não vê no momento um jogador que possa tomar a sua vaga. Com Coutinho e Willian, fecham-se sete vagas. Resta uma: Lucas Lima tem sido convocado, mas não pratica o mesmo futebol de outrora. Jadson recebeu a “promessa” de que se voltasse ao Brasil receberia uma chance: voltou, receberá? Dos convocados, Diego tem aclamação popular e tem jogado muita bola, enquanto Scarpa é mais para 2022, e Camilo deve fazer sua primeira e única passagem pela Seleção. Disputa aberta, quem vem?
Atacantes (Quatro vagas): Com Neymar e Gabriel Jesus, o ataque titular da Seleção se forma e parece definido. Ainda há mais duas vagas: Robinho e Diego Souza terão a única chance de mostrar se a merecem nesta quarta. Luan tem a confiança das Olímpiadas e Dudu mostrou uma evolução significativa, que o fez craque e capitão do atual campeão brasileiro. Brigam com Roberto Firmino – que tem como vantagem o entrosamento com o garantido Coutinho – e Douglas Costa – que está quase com os dois pezinhos na Rússia, mas ainda pode ficar pelo caminho dependendo da temporada que fizer. Difícil, mas ainda dá para os brasucas de cá.
Faltam 505 dias para o Mundial da Rússia!