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No Ângulo | Futebol é preciso

Apresentação e como Guardiola começa a reinventar taticamente o Bayern de contusões e aposta em Douglas Costa

22/07/2015

Créditos da imagem: fifa.com

Sempre fui apaixonado por futebol. Cego por esta paixão, logo o lado tático do esporte me encantou. Tive várias colunas sobre o assunto em diversos outros sites e, com o decorrer do tempo, quis o destino que eu me deparasse com o projeto do No Ângulo, o qual é composto por pessoas capacitadas e que compartilham a mesma paixão.

Comecei como colunista convidado e, segundo consta, logo agradei, de maneira que fui convidado a ser colunista fixo e serei um dos responsáveis por abordar o lado tático do futebol.

Isto posto, analisemos a evolução do Bayern de Pep Guardiola, tido como o maior treinador do planeta.

A temporada 14-15 ficou marcada por um começo interessante do Bayern de Munique: Guardiola rebuscou o 3-3-1-3 de uma das maiores referências do futebol, o holandês Johan Cruyff, campeão de praticamente tudo no Barcelona, inclusive da Champions League 91-92, com o próprio “discípulo” em campo.

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3-3-1-3 do Bayern 14-15

Um conjunto mutável e variante. Estas eram as características do time alemão que deu certo enquanto esteve inteiro. No entanto, contusões acometeram dois dos principais jogadores da equipe – Ribery e Robben – e Pep teve que buscar alternativas com as peças que podia contar à época, mas, embora tenha conquistado o tricampeonato alemão, o sucesso na Champions não veio; humilhação contra o Barcelona.

Por conta disso, o pomposo treinador chegou a ser pressionado no final da temporada passada, mas seguiu no cargo. Inicia o segundo semestre de 2015 com a contratação pontual e, digamos, cirúrgica de Douglas Costa, para favorecer ainda mais o seu estilo de jogo.

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Douglas Costa inicia a temporada como titular

No segundo amistoso da pré-temporada, diante da Inter de Milão, um 3-1-4-2. Mesma proposta: superioridade numérica no meio campo, conjunto móvel e compacto, qualidade de passe no meio, além de obediência tática.

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Flagra do 3-1-4-2

A movimentação dos dois homens de frente há de ser destacada. Quando o time não consegue ter saída, Müller e/ou Lewandowski recuam para ajudar na transição e proporcionam espaços na defesa adversária para passes em profundidade.

Com Douglas Costa, a verticalidade e a opção de desafogo pelos flancos serão maiores. O brasileiro não deve ser um grande protagonista no decorrer da temporada (até pela presença de Robben e Ribery), mas pelo passado de contusões de todo o elenco, será importante na caminhada da equipe bávara.

Ainda é cedo para cravar exatamente como Guardiola quer que sua equipe se comporte nas competições em vista, mas as impressões iniciais são de um elenco mais forte (Vidal chega para substituir Schweinsteiger e manter o nível da posição) e que deve ser pressionado pela conquista da Champions League.

Esta definitivamente vai ser a temporada em que Guardiola terá que cravar o seu nome na história do clube alemão. A receita o espanhol tem: posse de bola, verticalidade, intensidade, superioridade numérica no campo ofensivo, além do toque de genialidade pessoal. O desafio será encaixar o time.