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No Ângulo | Futebol é preciso

Análise: o tempo dirá sobre a Chapecoense, mas eu teria feito diferente

07/03/2017

Créditos da imagem: O Globo

Desnecessário escrever sobre como a Chapecoense virou o segundo time de quase todos os amantes do futebol (em nível mundial até), no que eu me incluo.

Mas isso não faz (ou pelo menos não deveria fazer) do simpático time de Chapecó, um “café com leite” na análise de suas decisões administrativas e esportivas.

Claro que se faz necessário compreender o período de transição pelo qual o clube inevitavelmente vai passar depois de toda aquela tragédia.

No entanto, desde o início, o tom adotado pela nova diretoria, de que “a linha de trabalho permaneceria a mesma”, deixou-me incomodado.

Poxa, a Chapecoense NUNCA MAIS será a mesma.

Querendo ou não, ela ganhou notoriedade e entrou para a história do futebol.

Ou alguém tem dúvida, por exemplo, de que os colecionadores de camisas espalhados pelo mundo vão querer a camisa do time e outras coisas do tipo?!

Hoje a Chapecoense é uma marca forte (vide o suposto interesse veiculado na imprensa de uma companhia aérea do Catar em patrocinar a equipe, o que acabou não se concretizando), que deveria ser mais bem explorada.

De maneira que tentar manter uma linha de atuação em um cenário totalmente diferente, parece-me um erro estratégico básico.

Olhando de fora, penso que tenha faltado alguém “do ramo” para trazer mais resultados nessa questão de ampliação da marca. Mesmo considerando a crise no Brasil e todo aquele papo batido.

Por fim, esportivamente falando, será que o time/elenco formado tinha de ser tão fraco assim?

Vá lá que “começar do zero” não seja algo fácil, muito pelo contrário. No entanto, há vantagens no sentido de se contratar peças que se complementam, pinçando boas opções no mercado, algo que o Sport, por exemplo, mesmo com as suas limitações financeiras, conseguiu fazer em 2015, ao reunir em seu elenco jogadores como Danilo Fernandes, Durval, Rithely, Marlone, Diego Souza, Maikon Leite e André.

Agora, Wellington Paulista em fim de carreira como o maior nome para uma Libertadores? Não, né?!

E por que não o vencedor Levir Culpi, que declarou que trabalharia de graça pelo clube, em vez da promessa que jamais vingou Vagner Mancini?

Difícil entender…

Agora é torcer. E muito!

“Vâmo, vâmo, Chapê” eterno.

E segue o jogo.

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