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No Ângulo | Futebol é preciso

Alguém poderia explicar que diabos um trio de arbitragem estrangeiro estava fazendo nos confrontos sul-americanos entre brasileiros?

21/09/2017

Créditos da imagem: AFP

Quarta-feira tem sido dia de jogão. Em época de decisões de Libertadores e Sul-Americana, fiz a arriscada opção de assistir à decisão entre Ponte Preta e Sport, dois clubes em franco descenso no futebol brasileiro.

Marcado para começar às 19h15, logo de cara dei-me com o atraso de – pasmem – o trio de arbitragem, último a entrar em campo, depois de jogadores titulares e reservas de ambos os clubes.

Mas o que isso tem a ver com a decisão? Pois acredite que em uma decisão entre dois clubes brasileiros, o trio de arbitragem escolhido foi – pasmem de novo – do Equador. As interrogações surgiram em pelo menos 99% de qualquer torcedor mais elucidado do futebol.

Depois disso fui ver que Flamengo x Chapecoense teve trio de arbitragem vindo lá do Peru. E, finalmente, que o de Grêmio x Botafogo veio da Argentina. Se inicialmente a minha pergunta era “alguém poderia explicar que diabos um árbitro equatoriano estava fazendo neste jogo?”, com a repetição nos outros dois confrontos entre brasileiros, reforço triplicadamente minha pergunta, portanto. Por quê?

No dia em que a Conmebol escolheu quatro brasileiros para apitar jogos da 17ª e penúltima rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo, em outubro, a entidade máxima do futebol sul-americano contraditoriamente desprestigiou os árbitros nacionais para buscar – nem que seja na margem do Pacífico – o assoprador do apito, aquele que, com seu espanhol, conduzirá um jogo entre duas equipes que se falam em português.

Se você entendeu, pois bem, porque eu, não mesmo!

São coisas que só acontecem na nebulosa sede da Confederação, em Assunção no Paraguai. E enquanto isso, os clubes brasileiros seguem sendo feitos de gato e sapato, comendo o pão que o diabo amassou.

Parabéns aos envolvidos!