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Ninguém pode afirmar se o argentino Calleri vai dar certo no São Paulo, embora aparentemente tenha tudo para dar (é bom de bola, fez três gols em dois jogos, tem o aval do técnico, parece ter personalidade etc).
Mas o que mais fascina na vinda do talentoso (e brigador) atacante para o Brasil é a altíssima expectativa criada em nome de um jovem estrangeiro candidato a craque por atuar, no frescor de seus 22 anos, por um clube tupiniquim.
Sem dúvida, uma experiência diferente e rara para nós, brasileiros. Mais ou menos como foi quando Tévez e Mascherano, ambos já com algum “cartaz” no futebol europeu, vieram atuar ainda jovens pelo Corinthians.
Será que é assim – cheios de expectativas ou dúvidas, boa vontade ou maledicência – que os gigantes europeus se sentem e se comportam quando contratam nossos “Robinhos”, “Neymares” e outros?
Algo do tipo: “Ah, dizem que esse moleque joga muito, será mesmo?”.
Robinho decepcionou e teve uma carreira marcada por idas e vindas no Santos. Já Neymar vai fazendo história no Barcelona e caminha para, possivelmente, ser em breve o melhor do mundo.
Outros, como Lucas Moura, passam quase despercebidos. Verdadeiros engodos.
Como será com Calleri?
O Brasil está na expectativa. Agitar o nosso futebol, o argentino já está agitando.
Que esse semestre dure uma eternidade no coração dos são-paulinos (em julho, salvo alguma renegociação, o jogador deverá se apresentar ao seu “dono” de direito, a Internazionale de Milão, que o contratou junto ao Boca Juniors-ARG).
E segue o jogo.