
Créditos da imagem: CBF
Nunca escondi ser fã do futebol do meia Lucas Lima, do Santos.
E até por isso, fico satisfeito de vê-lo com um pé no Barcelona na próxima temporada (apesar de lamentar a perda de mais um grande jogador para o exterior. Mas já que, como diria o outro, “o estupro é inevitável”, que seja para um Barça, um Real Madrid ou um Bayern da vida, e não para a China).
Sobre o choque que essa provável contratação causou em boa parte das pessoas, valho-me das palavras do amigo de vida e de site Gabriel Rostey:
Queria saber a opinião desse pessoal que diz que o Lucas Lima não se cria lá quando o Casemiro foi contratado pelo Real…
O pessoal tem muito complexo de vira-latas, acha que o futebol é matemático, tá louco!
O Rivaldo era um grandíssimo jogador no Brasil, mas era claramente abaixo do Giovanni. Entretanto, o Rivaldo virou “melhor do mundo” lá (sem nunca ter sido “melhor do Brasil”) e o outro não deu certo.
O Riquelme foi um gênio no Boca, deve ser o melhor jogador da história do clube. Já na Europa, nunca deu muito certo. Em compensação, o Júlio Baptista nunca conseguiu se afirmar aqui, enquanto lá foi muito bem sucedido.
Mascherano chegou a ficar no banco no Corinthians.
Enfim, boto muita fé no Lucas Lima!
Certeiro!
Mais do que achar que o jogador de Seleção Brasileira Lucas Lima tenha boas condições de ser útil ao Barcelona (quase uma seleção do mundo) – uma discussão que só terá fim quando (e se) ele começar a atuar na Catalunha -, penso que essa contratação é um prêmio ao jogador que resistiu ao caminho mais fácil, bateu o pé e recusou-se a ir jogar em centros menores, apesar das propostas vultosas recebidas.
O talentoso meia resolveu apostar em si próprio, confiou no seu taco, e, apesar de alguns altos e baixos (oscilação fruto de um compreensível “salto alto”, mas que não impediu que fosse convocado por Tite durante o período) saiu como o maior vitorioso.
Leia: O “fico” de Lucas Lima merecia mais barulho
Lucas Lima, em que pese ser jogador do gigante Santos e já ter tido até Robinho como seu coadjuvante, poderá – se confirmada a transação, insisto – atuar ao lado dos extraordinários Messi, Suárez e Neymar. Com o perdão do trocadilho, “um orgulho que nem todos podem ter”.
Ao Santos, além do ganho esportivo durante essas duas últimas temporadas (quando foi protagonista e disputou o título de quase todos os campeonatos que disputou), fica o pesar por não ter renovado anteriormente com o seu maestro.
Como consolo, a certeza de que poderá contar com um belo jogador para o restante da temporada, na qual a busca pelo famigerado tetra da Libertadores passa muito pelo seu desempenho.
E como sonhar não custa, Lucas Lima, já pensou ser campeão mundial na despedida pelo Santos enfrentando o “seu” futuro arquirrival Real Madrid?
(!!!)
E segue o jogo.