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No Ângulo | Futebol é preciso

Seleção é excelência, mas confiança também

16/07/2017

Créditos da imagem: Pedro Martins/Mowa Press

Toda vez em que nos aproximamos de uma Copa do Mundo se inicia a discussão sobre quem deveria ser levado e os injustiçados. Abordo este assunto por causa das manifestações que já são feitas sobre quem está merecendo lugar no time de Tite. O talentoso colega Fernando Prado já se manifestou aqui sobre os merecimentos de Vanderlei. Tem toda razão, assim como os contrários também.

O goleiro é sempre um ponto forte da discussão. Tirando a fase hegemônica de Gilmar, de 58 a 66, sempre se  discutiu quem era o melhor para uma Copa. Félix foi titular em 70, quando muitos defendiam Ado ou até mesmo o não convocado Raul. Em 74 e 78, Leão assumiu sem contestações, exceto alguns defensores de Raul. Em 82, Waldir Peres foi titular quando Raul e Leão eram os mais cotados.

A polêmica se estendeu em 86, quando Carlos barrou o favorito Leão. Em 90 e 94, Taffarel era unanimidade. Em 98, 2002 e 2006, muitos brigavam por Rogério Ceni, que perdeu a chance por não ser um atleta de equipe. Seleção tem muito de qualidade e bastante de confiabilidade. São vagas a serem preenchidas por critérios de confiança do treinador,

Foi por isso que Geraldino, reserva de Rildo no Santos, foi chamado nos anos 60 junto com o titular de seu time. Reserva no Santos e na seleção, alcançando uma vaga que muitos titulares de outros times cobiçavam. O mesmo aconteceu com Rocha, que era reserva do Botafogo, mas foi chamado em convocações de Telê em alguns jogos nos anos 80.

Não basta Vanderlei ser o melhor. Precisa ter a confiança do técnico. Assim como Cássio ou Fábio, do Cruzeiro. A seleção deixou muitos craques no caminho. Que o digam Ademir da Guia, Dirceu Lopes, Djalminha, Alex (Palmeiras e Cruzeiro), Adílio, Andrade, Neto, Giovanni, Vladimir e tantos outros.

Tite confia em alguns jogadores dos quais não abre mão. Paulinho, Renato Augusto, Miranda e outros são nomes em que o treinador aposta. Assim como Alisson e Weverton. O futebol é desse jeito. O treinador confia em nomes que não são unanimidades, mas que integram o grupo de confiança.