
Créditos da imagem: UOL
A barração de Cássio no gol do Corinthians me faz pensar no nível de profissionalismo em vigor no Brasil. Cássio pediu (e conseguiu) licença para acompanhar o enterro da avó e faltou ao jogo contra o Grêmio.
Em 2003, a mãe de Michael e Ralf Schumacher morreu num sábado, véspera do GP de Mônaco. Eles arranjaram um modo de conciliar a vida pessoal e profissional. Foram ao seu velório e no mesmo dia voltaram para correr. Michael venceu e ficou em silêncio no pódio.
E era a mãe, não a avó.
O Corinthians vive um momento muito delicado, após eliminações inesperadas no Paulista e na Libertadores e uma perspectiva incerta no Brasileiro. Isso certamente impactou Tite – que não cansa de repetir que Cristiano Ronaldo era o jogador que mais treinava no Real Madrid, quando esteve lá. Além de compromisso, acho que Tite esperava desejo da parte de Cássio de estar naquele jogo.
Mas a questão me parece maior. Envolve a maneira como nós brasileiros vemos o trabalho. Questões pessoais são muito importantes, mas as profissionais não são menos.