
Créditos da imagem: UOL
O jornalista norte-americano Charles Anderson Dana disse certa vez que notícia é quando um homem morde um cachorro, não quando um cachorro morde um homem.
Pois o Vasco goleado é o cachorro que morde o homem.
Deixou de ser notícia, novidade.
Pela terceira vez em menos de um mês, o cruzmaltino tomou mais de três gols num mesmo jogo.
Mas não é apenas disso que estamos falando. O Vasco é goleado cotidianamente fora de campo. Com uma política arcaica, desgastante e vergonhosa, seus diretores afundam o clube, jogadores e comissão técnica, nunca blindados pelo que acontece fora de campo.
Em janeiro, quando da eleição de Campello, escrevi aqui que a vitória afundava ainda mais o Vasco na lama em que já está faz tempo.
Pois dito e feito. Quatro meses se passaram o time está numa crise profunda, sem saída e com ares de tragédia.
Na semana passada, TREZE vice-presidentes pediram demissão da diretoria do clube. Além disso, houve invasão da torcida em treino fechado, eliminação na Libertadores e zagueiro dando entrevista em mesa de bar, pior do que no futebol amador do século passado.

Não tem jeito, o clube, um dos maiores do Brasil, que fez frente ao Real Madrid na final do Mundial em 1998, virou chacota.
Sofre uma goleada todo dia.
E padece devido às escolhas ditatórias de um só senhor, cujo nome todos já estamos cansados de saber.