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No Ângulo | Futebol é preciso

Sinfonia clássica: a nota lenta e eficaz de Lionel Messi e Andrés Iniesta

28/12/2017

Créditos da imagem: AP Photo/Francisco Seco

Lionel Messi acabou com o Real Madrid em pleno Bernabéu no último sábado. Com um gol, uma assistência e outras tantas jogadas de mestre, o argentino demonstrou porque é o melhor jogador em atividade no mundo.
Apesar das estatísticas, o que mais chamou a atenção no clássico foram os números divulgados posteriormente, que indicam que La Pulga passou 83,1% andando em campo. Sim, dos 90 e poucos minutos em campo, Messi apenas caminhou por mais ou menos 75 deles.
Em tempos de intensidade e marcação sem a bola nos pés, tão pregadas pelos treinadores, Messi demonstra porque é um cara fora de série poucas semanas depois de seu companheiro, Andrés Iniesta, dizer que “às vezes parado se desmarca”.
Declarações que nocauteiam aqueles que brigam pelo futebol pegado, com a tal “cara de Libertadores”. É claro que nem todos são Messi ou Iniesta (aliás, quase ninguém os é), mas a maestria com que ambos carregam seu time e seu pais são impressionantes.
Podemos dizer expressamente que grandes jogadores desfilam em campo até mesmo parados. Nada de vigor físico, dom dos carregadores de piano. O que encanta é a intensidade quando se necessita dela, quando realmente é usada para mudar e decidir o jogo.
É claro que pra tocá-los, Messi e Iniesta precisam de quem carregue seus pianos. Sorte a deles por tê-los e sorte a nossa por podermos ouvi-los, sem pressa, sem excessivo vigor físico, mas com calma.
Uma sinfonia culé tocada para o mundo todo.