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No Ângulo | Futebol é preciso

Seis pontos importantes sobre o gol de Jô

19/09/2017

Créditos da imagem: R7

• O Gol: Não importa se a bola já entraria ou não na belíssima jogada de Marquinhos Gabriel. A partir do momento em que o centroavante corintiano empurra com o braço para o gol, invalida-se o lance, bola no chão, sai com o Vasco. O Corinthians levou para a casa dois pontos irregulares e quanto a isso nem discussão cabe.

• A Compensação: O gol inválido de Jô não se torna aceitável devido ao pênalti claro não marcado pelo fraco assoprador do apito. Não existe compensação no futebol. Se ele errou, errou duas vezes e deve tomar uma geladeira de pelo menos uns dois meses para reciclagem.

• A Classificação: Um gol não é o suficiente para manchar a campanha do Corinthians. São 10 pontos de vantagem para o segundo colocado e uma campanha para lá de sensacional. Além disso, se formos levar ao rigor do apito a campanha corintiana, tira-se dois pontos de ontem, somam-se quatro pontos, dois de gols mal anulados também de Jô, contra o Coxa, pela 8ª rodada, e contra o Flamengo, pela 17ª.

• O Fair Play: O lance ganha peso por se tratar exatamente do jogador pivô da tão elogiada atitude de Rodrigo Caio. A comparação é devida, mas o julgamento é absurdo. Dizer que Jô é o típico brasileiro – ou pior, típico corintiano – é trivial. Rodrigo Caio está um passo a frente de todos os demais jogadores no quesito Fair Play, mas é necessário apontar: dos 239 jogos disputados até aqui no Brasileirão, este foi o primeiro e único que teve polêmica e falta de Fair Play?

• O Árbitro de Fundo: Jô fez um gol irregular, na cara de um auxiliar, que nada apontou. A única função que lhe é dada é averiguar irregularidades no ponto máximo antes de a bola entrar, mas mesmo assim a incompetência foi clara. Por isso, cabe perfeitamente a pergunta: qual é a linha que separa o Fair Play do jogador e a competência do árbitro e de seus auxiliares?

• O Destino: Quis os deuses do futebol que o próximo jogo do Corinthians, de Jô, fosse exatamente contra o São Paulo, de Rodrigo Caio. Como proceder durante o jogo? E se houver um lance de Fair Play, o anjo Rodrigo Caio assumirá e o diabo Jô se calará? Ou as taxações excessivas podem fazê-los mudar de ideia, tanto para o bem quanto para o mal? Todas as atenções voltadas no próximo domingo para a “Dupla Fair Play” do Brasil.