
Créditos da imagem: Somos Todos Santos
Analisando a decisão da diretoria em mandar todos os jogos da Libertadores no Pacaembu, chego à conclusão que decidiu-se eliminar formalmente o maior problema do Santos: a Vila Belmiro. Bem, assim parece ao associado.
A eleição de José Carlos Peres, confesso, além de irritar os conservadores de cá, que não tardaram a profetizar os piores acontecimentos e as maiores tragédias para o clube, aliviou-me, mas, por conveniência e hipocrisia, nada de gestão, os novos dirigentes apressaram-se em “jogar para a torcida”.
Pobre Santos, entregue aos novos velhos gestores. Tudo na mesma panela, invocando os interesses maiores do clube. Essa ânsia em demarcar o passado e a necessidade de “revolucionar a gestão” pode levar a decisões simplistas e, por que não, a discussões inúteis que por vezes beiram a imbecilidade. Onde jogar é uma delas.
Com vocábulos próprios da intelectualidade, mas cegos, infelizmente, apoiam-se em palavras como “mudanças, posturas proativas, gestão” para resolver nossos problemas . Hoje, o vocabulário desempenha um papel fundamental: dá a importância que falta a quem o utiliza.
Voltando ao assunto: Qualquer que seja a escolha, ela não concede essa aura de superioridade aos torcedores de lá ou de cá, pois à margem dessas mudanças ficaram… os sócios . Desculpem, aqueles que contribuem mensalmente esteja o time em primeiro ou último lugar da tabela. Não há nada financeiramente correto que lhes imponha a mudança. Aos dirigentes fica o alerta: os verdadeiros amantes do clube, os associados, no pleno da sua vernaculidade, dirão que nem sempre a opção mais fácil é a ideal.