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Realmente, a “troca de Oliveiras” fez muito bem ao Palmeiras. Desde a saída de Oswaldo e a chegada de Marcelo, já foram nove jogos disputados, sendo sete vitórias, um empate e apenas uma derrota (na estreia do novo comandante, contra o Grêmio, em Porto Alegre, por 1 x 0).
No Campeonato Brasileiro, já são sete jogos sem perder. E o principal, atuando de maneira convincente, adiantando a marcação e sendo mais eficiente nas idas ao ataque. Enfim, um futebol de encantar os olhos do seu torcedor.
Dentro do clube, a palavra “cautela” é a mais utilizada. E com razão, afinal é apenas o início de um trabalho. Porém, não tem como negar (embora o ponderado e modesto Marcelo Oliveira assim o faça) que o novo treinador deu sim uma cara nova ao time, e que hoje o Palmeiras faz jogos taticamente muito bons, defendendo muito forte e saindo com bastante velocidade ao ataque. Desde que o técnico bicampeão brasileiro assumiu, a equipe levou apenas quatro gols e marcou dezenove vezes. Média de 2,11 gols marcados, contra apenas 0,44 gols sofridos, portanto.
Além dos números, o ambiente no clube também está muito bom, e não se ouve mais pelos lados da Academia qualquer insinuação sobre uma suposta “Valdívia dependência”. Um alívio! Claro que quando as coisas vão bem tudo tende a acalmar, mas, no Palmeiras, a constante briga pelo poder historicamente predominava e isso afetava demais o dia-a-dia nas dependências do clube e com consequências dentro do próprio time. É certo que opiniões e pensamentos divergentes sempre vão existir, em qualquer administração ou luta política, mas não se pode deixar afetar o andamento e trabalho do corpo de funcionários, no caso, o grupo de jogadores e comissão técnica.
Só que hoje, no futebol do Palmeiras, a briga é para ver quem vai jogar. As três substituições permitidas por regulamento acabam não sendo suficientes e deixam o torcedor dividido em opiniões. Na cabeça do treinador, o time base está formado, e vem fazendo um ótimo trabalho, mas ele deixa bem claro que não existem titulares absolutos. E não é pra menos. Dentro do elenco, vários atletas teriam condições de ser titulares do próprio Palmeiras e da maioria dos times da Primeira Divisão. Senão vejamos: Lucas Barrios (que deverá ser o titular assim que Leandro Pereira der uma brecha), Cleiton Xavier, Zé Roberto e Alecsandro, são jogadores que vieram com status de solução e que acabaram como reservas, mas podemos citar diversos outros de ótima qualidade como os meninos da base João Pedro e Gabriel Jesus, os bons meias Allione e Fellype Gabriel, além dos atacantes Kelvin, Cristaldo e Mouche.
A intenção de formar duas equipes “titulares” para suportar as duas competições – Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil – é evidente e tem se mostrado perfeitamente viável.
A fórmula de inchar o elenco foi utilizada no Cruzeiro dos dois últimos anos – então comandado pela dupla Alexandre Mattos e Marcelo Oliveira – e está dando mostras que também será vencedora agora no Palmeiras. E esta competição interna talvez seja o maior segredo do time, que acaba se destacando pelo conjunto, com os jogadores alternando o protagonismo nas partidas. Ora Rafael Marques é o destaque, ora Robinho, Egídio, Dudu… Nas últimas duas partidas, por exemplo, o até pouco tempo contestado Leandro Pereira decidiu a parada, demonstrando que a sombra de Barrios lhe fez muito bem.
É, o Brasileirão está ficando cada vez mais verde. O time já está na terceira colocação e a sua escalada parece ser ainda mais promissora. Afinal, quem segura o Palmeiras?