Pular para o conteúdo
No Ângulo | Futebol é preciso

Oscar, Willian e outros engodos que remetem a “craques” argentinos dos anos 90. E mais

16/11/2017

Créditos da imagem: FIFA

Antes Oscar, agora Willian… Por que diabos blindamos alguns jogadores e outros tantos sumariamente descartamos?

Willian nunca, NUNCA fez algo de relevante na Seleção Brasileira.

É um daqueles típicos jogadores bons de fundamento, mas que simplesmente “não acontecem”.

Tal qual Oscar, outrora xodó da seleção canarinho e hoje esquecido na China.

Bastante promissores quando surgiram – Oscar no São Paulo e Willian no Corinthians -, os dois tiveram uma trajetória de sucesso no futebol e são muito bem-sucedidos em suas profissões, óbvio. Mas tanto um quanto outro jamais fizeram por merecer tamanho status.

Eles não têm punch.

Como nunca tiveram – e isso ajuda a explicar a seca de títulos da seleção argentina – Ariel Ortega, Pablo Aimar, Javier Saviola e alguns outros “craques” hermanos que nunca entregaram o que deles se esperava dentro de campo.

Veja, na corrente temporada, Willian, que não é titular absoluto de Conte no Chelsea (costuma revezar com Pedro), atuou em 17 jogos pelos Blues e marcou um gol. Isso mesmo, UM MÍSERO GOL. E, pasmem, o meia hoje é considerado moeda de troca no clube inglês, que surpreendentemente estaria atrás de Lucas Moura (!), escanteado no PSG, para o seu lugar.

Poxa, se eles não conseguem ser “os caras” em seus clubes, como alguém pode supor que possam vir a ser algum dia vestindo a Amarelinha?

De maneira que, na linha de frente da nossa Seleção, penso que somente Neymar deveria ser intocável. Nomes como Oscar, Willian, os próprios Philippe Coutinho e Gabriel Jesus deveriam figurar na mesma linha de status de, digamos, Douglas Costa e Firmino e serem convocados (tão somente) quando e se estiverem muito bem em seus clubes ou, no mínimo, terem feito algo de relevante pela Seleção por ocasião de suas convocações (é o que Gabriel Jesus vem conseguindo, garantindo a sua vaga dentro de campo com desenvoltura, gols e personalidade). Cadeira cativa gratuita para eles, não!!!

É claro que com a proximidade da Copa do Mundo e depois do formidável desempenho nas Eliminatórias, Tite deve mesmo manter uma base e acreditar nela, mas ver Willian sendo “zumbidamente” tratado como 12º jogador da Seleção é algo que preocupa. E muito.

Outra coisa que incomoda é a “racionalidade” com a qual certos temas são tratados. Não gosto de algumas contundentes opiniões que tenho lido – inclusive aqui, na coluna do genial amigo Gustavo Fernandes, por quem nutro genuína admiração – de que os jogadores do Campeonato Brasileiro atuam em outro nível e outra rotação e que por isso devem ser sumariamente descartados. Ora, tratar como ciência exata um esporte que é bastante subjetivo, além de insensível, soa a mim como algo infantil e até revanchista (como se o futebol brasileiro, que realmente anda devendo, não fosse mais digno de apreço e mereça ser punido).

Ou será que quem defende Alisson, Jemerson, Jorginho, Talisca, Taison, Malcom, Richarlison e Willian José na Seleção acha mesmo um disparate pensar também em Vanderlei, Geromel, Arthur, Hernanes, Gustavo Scarpa, Luan, Bruno Henrique e Jô como alternativas para o grupo de Tite?

Olha que imaginando um 8 contra 8 aí eu não sei não, hein?!

Portanto, não sejamos mais realistas do que o Rei, por favor.

E segue o jogo.