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No Ângulo | Futebol é preciso

O ano em um jogo só: a loucura da primeira rodada da Copa do Brasil

08/02/2017

Créditos da imagem: Joel Shawn/Shutterstock

Sabemos que já virou clichê dizer que a Copa do Brasil é a competição que mais prega surpresas e que mais cria heróis desconhecidos pelos gramados brasileiros. Também sabemos que é, e sempre foi, o caminho mais curto para um título nacional, com menos jogos e menor exigência técnica que o Campeonato Brasileiro.

Entretanto, de um tempo pra cá, as surpresas têm diminuído e os pequenos clubes se mostraram imponente frente à entrada dos participantes da Libertadores nas fases finais, exatamente quando ganhavam a chance de se destacar. Estava cada vez mais difícil de ver zebras em campo pela Copa do Brasil.

Estava.

Estava, pois uma mudança de regulamento para este ano fez com que a primeira rodada da Copa do Brasil ganhasse ares dramáticos para os clubes grandes e esperançosos para os pequenos. Em início de temporada e sem ritmo de jogo, nada menos do que onze times da Série A, além de times tradicionais como o Internacional, o Figueirense, o Náutico, o Goiás e outros da Série B, jogarão suas vidas na competição em um jogo único no campo do adversário. É matar ou morrer.

É verdade que esses clubes têm a favor de si a vantagem do empate, mas em meio à lenta preparação dos elencos em janeiro, o atraso das voltas das férias devido ao lamentável acidente da Chapecoense, além da viagem cansativa que alguns clubes terão que fazer – o São Paulo, por exemplo, vai a São Luís, do Maranhão – as disputas deste meio de semana ganham ares dramáticos.

Uma pimenta a mais no insosso calendário brasileiro, mas que pode criar problemas inimagináveis. Imagine que clubes de grandes torcidas como Corinthians, Cruzeiro, Vasco e o próprio São Paulo assim logo sejam eliminados. Seria péssimo para a própria competição.

No entanto, o que está feito está feito. Já posso ver zebrinhas andando pelos gramados nesta quarta e nesta quinta-feira. Um prato cheio para quem está na Libertadores, só de olho no que pode acontecer com seus maiores rivais.