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Neymar tem sido capa na imprensa mundial por, supostamente, haver interesse da sua parte em rumar ao Real Madrid e ao que parece também, interesse madridista na sua aquisição. Posto este cenário e acreditando que Neymar estará arrependido pela pouca competitividade da Liga Francesa, pelas entradas duras dos adversários e por não conseguir ter a visibilidade pretendida para poder ombrear com Messi e Cristiano na disputa pela Bola de Ouro, será credível alimentar este rumor?
Em Madri reina Cristiano, há nove temporadas que é o melhor goleador da equipe, figura central no projeto megalómano de Florentino Perez. E se Neymar saiu de Barcelona para não viver na sombra de Messi, não é crível que vá para o Bernabéu para ser sombra de Ronaldo. Será que o Real abdicará do melhor goleador da sua história, que mesmo com 33 anos ainda marca gols em cima de gols (esta temporada tem 35 jogos e 37 gols, após um início mais apagado) para fazer de Neymar a sua nova bandeira?
E deixará o milionário PSG sair a sua estrela maior? Muitas perguntas que pairam em cima desta questão e com isto chega-se à questão principal, ao cerne da questão: o que falta a Neymar para ser o melhor do mundo? Messi e Cristiano estão aí para as curvas e ameaçam durar mais um par de anos na disputa pelo trono, mas Neymar está na idade de se afirmar como Bola de Ouro, como vedeta-mor do futebol mundial, mas a menor relevância da liga onde joga (onde PSG passeia a seu bel-prazer) pode ser obstáculo, a não ser que ganhe o Mundial 2018 pelo Brasil, que seria uma alavanca gigante para este sonho do craque canarinho.
Veremos o que o próximo mercado de transferências nos reserva e como decorre o resto da temporada europeia, porque tudo isto depende de resultados. O futebol vive disso. Em ano de Mundial, o pós-torneio pode trazer muitas surpresas.