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Uma das funções dos colunistas é provocar a reflexão. E para isso é preciso ser ousado, colocar o dedo na ferida. É isso que pretendo fazer agora.
Minha pergunta é simples: é correto comparar Messi com Pelé?
Para iniciar o debate com vocês, leitores, serei direto: não!
Claro que muitos de vocês estarão pensando que sou um doido. Mas vamos analisar.
Pelé começou a jogar aos 16/17 anos. Chegou à Seleção Brasileira rapidamente. Foi o craque da Copa de 1958, campeã do mundo. Sua época foi marcada pela existência de grandes jogadores. Tanto aqui no Brasil como no exterior. Enfrentava Idário e Oreco do Corinthians, Belini, Zózimo, Fontana, Bauer, entre outros brasileiros. De fora, o inglês Bobby Moore, o chileno Figueroa, o uruguaio Acheta etc. E ainda assim conseguiu, aos 29 anos e alguns dias, completar a façanha de fazer 1.000 gols. Convenhamos que não foi uma missão comum. Ganhou duas Libertadores e dois mundiais com o Santos – não ganhou mais porque seu time deu prioridade aos rendosos amistosos na Europa. Foram três Copas do Mundo. Sem contar os vários títulos paulistas, que era o principal torneio da época.
Messi, aos 28 anos, chegou agora ao gol 500. Não ganhou Copa. Tirando o Real Madrid, o Atlético de Madrid, a fase final da Champions League e a Seleção Argentina, não tem pela frente adversários do peso. Um desempenho que merece reflexão.
Ser o melhor na época em que brilhavam Di Stéfano, Puskas, Beckenbauer, George Best, entre outros, não era uma tarefa fácil.
Por isso, apontar Messi ou Cristiano Ronaldo como os melhores da história, em um momento de escassez de craques, não me parece a avaliação mais correta.