
Créditos da imagem: Antena 3
“La casa de papel”, minissérie sensação do momento, exalta o futebol brasileiro e dá uma dimensão de sua representatividade para o mundo
“Brasil ou Camarões?”.
É com essa pergunta que o recrutador de bandidos “Profesor”, personagem principal da trama, tenta ilustrar a sua ideia para os seus comandados.
La casa de papel é uma empolgante minissérie que tem como pano de fundo o “modesto” plano de uma quadrilha de invadir a Casa da Moeda da Espanha e lá produzir todo o dinheiro que será objeto do seu roubo.
Só que para tanto, o genial “Profesor”, uma espécie de “Mestre dos Magos” contemporâneo que deixaria até o detetive Columbo de cabelo em pé, quer ganhar a opinião pública, dando a ideia de serem eles – os bandidos – o lado fraco da situação (e para isso ele arquiteta N planos mirabolantes, tanto para denegrir a imagem da polícia, como para enaltecer as ações do seu grupo criminoso).
Tudo isso pela crença de que as pessoas instintivamente torcem pelo lado mais fraco das relações, seja na vida, seja no esporte.

Diz ele à certa altura da série: “Em uma Copa do Mundo, tirando os brasileiros, para quem as pessoas torceriam? Brasil ou Camarões?”.
E aqui chegamos ao ponto que eu queria.
Percebem como ainda somos “o país do futebol”? Como o Brasil é tratado como referência no esporte lá fora?
O que não quer dizer que nossos campeonatos domésticos e a administração dos nossos clubes não tenham que melhorar, não coloquem palavras no meu texto, por favor.
Só acho que não devemos ser ranzinzas e que valorizar o nosso produto também é importante.
Não sejamos, pois, míopes nem para o “bem” e nem para o “mal”, por assim dizer.
O futebol é um patrimônio do Brasil.
Não se trata de “pachequismo”, mas de reconhecimento.
BRASIL, LA CASA DEL FÚTBOL.
E segue o jogo.
Em tempo: vamos para a Rússia como favoritos sim! 😀