
Créditos da imagem: Cesar Greco / Fotoarena
Hoje tem jogão do líder contra o quarto colocado (até o início da rodada) do Brasileirão.
O Palmeiras de Fernando Prass, Cleiton Xavier e Dudu, contra o Santos de Lucas Lima, Copete e Gabigol.
Sem falar em Gabriel Jesus e Ricardo Oliveira, dois potenciais protagonistas do clássico que, por razões distintas, não estarão em campo (o jovem palmeirense está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e o veterano santista está readquirindo ritmo de jogo após um período contundido).
O Alviverde não terá, ainda, o bom Róger Guedes e Thiago Santos (também suspensos) e, possivelmente, os fundamentais Tchê-Tchê e Moisés (contundidos, mas que, de acordo com as últimas notícias, devem jogar).
Desde 2015, após terem decidido o Campeonato Paulista (vencido pelo Santos) e a Copa do Brasil (vencida pelo Palmeiras), criou-se um “climão” de rivalidade entre os clubes. A partir do episódio das máscaras de Ricardo Oliveira – desencadeado por um desentendimento do centroavante santista com o goleiro palmeirense Fernando Prass (uma bobagem de dois grandes atletas e líderes, que deveria ser contornada com ações maduras de ambas as partes) -, a voltagem do clássico só fez aumentar.
A conversa “vazada” entre o ex-palmeirense (atualmente no Sport) Diego Souza e os hoje palmeirenses Cuca e Gabriel Jesus, na qual o meia do clube pernambucano afirma que o Santos é bom, mas não melhor do que o Alviverde, e a recente declaração de Gabigol, afirmando que o Peixe é muito melhor do que o Palmeiras, são garantias de novas faíscas para este próximo duelo.
E a rivalidade recente é tão grande, que dos três jogos que superaram a marca de 39 mil pessoas no Allianz Parque (a “arena” palmeirense), dois foram contra a equipe santista. E a maior arrecadação em uma partida de futebol no estádio foi a que decidiu a Copa do Brasil de 2015, que ultrapassou a incrível marca dos cinco milhões de reais.
Outro detalhe é que o Santos ainda não venceu na (velha) nova casa palmeirense. Aliás, assim tem sido nos últimos clássicos entre os dois: os mandantes invariavelmente têm levado a melhor.
De modo que, apesar de ter um time mais talentoso, o Santos enfrentará um Palmeiras que é mais competitivo do que ele e que joga em casa, com toda a torcida e retrospecto a seu favor (em razão da medida triste, mas correta, adotada pelo Ministério Público de São Paulo).
Logo, caso tivesse que dar um palpite, eu diria que o Alviverde levará a melhor sobre o Peixe na partida de logo mais.
Mas não apostaria um tostão furado nisso.
Em tempo: será que essa partida não merecia todo o destaque de um fim de semana? Com transmissão em TV aberta etc e tal? Pois é…
E segue o jogo.
Prováveis escalações:
Palmeiras
Fernando Prass; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Moisés (Matheus Sales), Tchê Tchê e Cleiton Xavier; Dudu, Erik e Lucas Barrios
Santos
Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno (Copete); Gabigol e Rodrigão
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