
Créditos da imagem: CBF
Não que eu concorde com o modus operandi clássico de Vanderlei Luxemburgo, quem, de forma deliberada, parece afeito a brigar com as estrelas dos clubes que dirige apenas para poder esbravejar no vestiário “quem manda aqui sou eu” (vide os atritos e consequentes afastamentos de Marcelinho Carioca, então no Corinthians, e Romário, no Flamengo, e outros tantos) e assim conquistar o respeito dos demais atletas do seu grupo de trabalho.
Algo que, reconheço, diante do baixo nível intelectual dos jogadores do futebol brasileiro, deu muito certo durante grande parte da vitoriosa carreira do treinador (houve um tempo em que contratar Luxemburgo era quase sinônimo de título).
Pois bem, agora no Sport, parece que Diego Souza (que também está longe de ser um santo) é a bola da vez. Após uma sequência de maus resultados do time o clima entre os dois “azedou” e a aposta natural é de que um deles inevitavelmente sairá do clube pernambucano antes do término do Brasileirão.
Enfim, independentemente de estar sendo perseguido ou não por Vanderlei (até porque não tenho elementos para defender qualquer um dos lados), fato é que Diego Souza está acima do peso, fora de forma e, o que mais incomoda, desinteressado. Sua apatia nas partidas contrasta com a potência daquele jogador virtuoso dos dois últimos anos que encantou Tite.
Fã declarado do agora centroavante, o atual treinador da Seleção Brasileira acredita que o camisa 87 do Sport é um dos mais inteligentes do Brasil na posição, com “raciocínio de craque”, “capaz de jogar em pé de igualdade com Neymar & Cia, fazendo todas as leituras de jogo com rara percepção” etc.
Ou seja, Diego Souza tinha tudo para estar na próxima Copa do Mundo. Tudo!
Mas ficou pelo caminho.
Demonstrando imaturidade (o que, aliás, é uma marca de sua carreira), entrou para o time de Djalminha, dos que só não foram para a Copa porque “não quiseram”.
Pena.
Firmino, o “Kaká da vez”, agradece.
E segue o jogo.