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Finalmente vai começar o Brasileirão, a principal competição do país.
Por mais que possa receber críticas pelo nível técnico, é certamente o campeonato nacional mais equilibrado e cheio de grandes clubes em todo o mundo.
Um fato positivo neste ano é que o número de novos e modernos estádios será inédito, o que deve ajudar a elevar a média de público, além de propiciar melhores partidas por causa dos gramados de qualidade. O lado negativo fica pela altíssima concentração dos participantes entre o Sul e o Sudeste (somente Goiás e Sport são de outras regiões), e pela competição não parar durante a disputa da Copa América.
Além do equilíbrio, as dificuldades para se fazer previsões para o Campeonato Brasileiro costumam ser imensas, e vão desde a influência da fase decisiva da Copa Libertadores, passando pelas vendas e contratações no meio da disputa, além dos desfalques por convocações em Datas FIFA. Mas a equipe do No Ângulo topou o desafio e fez a seguinte análise das vinte equipes da Série A:
Atlético-MG
Nesta temporada o Atlético continua sua saga de vitória inacreditáveis obtidas no último minuto. Assim sobreviveu na Libertadores e ganhou o Campeonato Mineiro. Em pontos corridos, no entanto, esta fórmula não costuma funcionar. O time é em termos de força muito parecido com o do ano passado, com Tardelli sendo subtituído à altura por Lucas Pratto. Assim sendo, é provável que o time volte a se classificar para a Libertadores e, quem sabe, quebrar o jejum de 44 anos sem Brasileiro.
Time titular: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca, Dátolo e Luan; Thiago Ribeiro (Carlos ou Guilherme) e Lucas Pratto. Téc.: Levir Culpi
Atlético-PR
O Atlético-PR, após a inesperada demissão de Enderson Moreira, surpreendeu ao anunciar o seu substituto: Milton Mendes. O então técnico da Ferroviária-SP, vem credenciado pelo acesso à Serie A1 do Paulista e parece vir com a modesta missão de não deixar a equipe paranaense cair no Brasileiro, e, quem sabe, conquistar uma vaga na Copa Sul-Americana. Walter, o talentoso gordinho, é o destaque da equipe.
Time titular: Weverton; Natanael, Léo Pereira, Gustavo e Eduardo; Marcos Guilherme, Jadson, Deivid e Bady; Dellatorre e Walter. Téc.: Milton Mendes
Avaí
Apesar de vir de uma sequência de seis jogos invicto, sob o comando do seu novo técnico, Gilson Kleina, o Avaí fez um campeonato estadual ruim (não teve qualquer jogador na seleção da competição) e parece ser sério candidato ao rebaixamento. O ídolo do clube, o veterano meia Marquinhos, é a esperança da torcida.
Time titular: Diego; Nino Paraíba, Phelipe Maria, William e Romário; Eduardo Costa, Uellinton, Denis e Marquinhos; Roberto e André Lima. Téc.: Gilson Kleina
Chapecoense
Confiante pela boa campanha da temporada passada, a Chapecoense espera surpreender novamente. Para tanto, conta com alguns atletas experientes, entre eles Richarlyson (contundido e possivelmente fora da competição), Apodí, Vilson, Ananias e Roger. É time pra lutar pra permanecer na Série A e, quem sabe, beliscar uma vaga na Copa Sul-Americana, o que já seria um grande feito.
Time titular: Danilo (João Paulo); Apodí, Vilson, Rafael Lima e Dener; Elicarlos, Gil, Maylson e Camilo, Ananias e Roger. Técnico: Vinícius Eutrópio
Coritiba
O Coritiba parece ter perdido a força ao longo das últimas temporadas e vem pra esse Brasileiro com uma equipe um tanto modesta. Copa Sul-Americana é a meta e o rebaixamento pode ser uma ameaça. Destaque para o cobiçado zagueiro Leandro Almeida e o veterano centroavante Wellington Paulista, no comando de ataque.
Time titular:Bruno; Norberto, Luccas Claro, Leandro Almeida e Welinton; João Paulo, Cáceres e Carlinhos; Negueba, Rafhael Lucas e Wellington Paulista. Téc.: Marquinhos Santos
Corinthians
Ninguém duvida do poderio do elenco alvinegro. No entanto, ao que parece, o desempenho na Libertadores será determinante para o restante da temporada da equipe. Além disso, a manutenção de Paolo Guerrero é outro ponto que pode definir o destino corintiano. De qualquer forma, com Tite no banco e podendo contar com o seu estádio, tem tudo pra disputar o caneco.
Time titular: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Fábio Santos; Ralf, Elias, Jadson e Renato Augusto; Emerson Sheik e Guerrero. Téc.: Tite
Cruzeiro
O atual bicampeão brasileiro ainda pode ser um candidato ao título, mas já não é o mesmo das duas temporadas passadas. Os possivelmente três melhores jogadores do time, Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Lucas Silva foram todos vendidos. O que não chegar a ser surpresa, já que a equipe operou fortemente no déficit financeiro ano passado. Os substitutos, entre os quais se destacam De Arrascaeta e Leandro Damião, não estão no mesmo nível. O começo de ano foi desaminador, eliminação no Mineiro pelo maior rival e sofrimento na Libertadores em grupo fraquíssimo. Uma classificação à Libertadores no ano que vem, no entanto, é ainda plausível. A conquista do título parece estar mais distante este ano.
Time titular: Fábio; Mayke, Léo, Paulo André e Fabrício (Mena); Williams, Henrique, Arrascaeta e Marquinhos; Willian (Alison) e Leandro Damião. Téc.: Marcelo Oliveira
Figueirense
Após a boa química na temporada passada com o técnico Argel, a sua manutenção pode ser o grande trunfo para a equipe novamente surpreender. Adepto do futebol competitivo, o treinador parece conseguir extrair ao máximo o potencial de seu elenco. Se tudo der certo, concorre a uma vaga na Copa Sul-Americana. Destaque para a defesa formada por Marquinhos e Thiago Heleno, os zagueiros escolhidos na seleção do Campeonato Catarinense.
Time titular: Felipe; Fabinho, Marquinhos, Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso; França, Paulo Roberto, Dener e Clayton; Dudu e Marcão. Téc.: Argel Fucks
Flamengo
No início do ano, o rubro-negro pintava ser o carioca com mais chances de sucesso na temporada. Mesmo após um Brasileirão de 2014 medíocre, a recuperação motivada pela chegada de Luxemburgo e a boa campanha na Copa do Brasil, na qual chegou às semifinais, causava alguma boa impressão na opinião pública. Para este ano, manteve a base e trouxe o cobiçado Marcelo Cirino. Entretanto, passados alguns meses do início da temporada, o Flamengo não engrenou. Fez Carioca no máximo razoável e apenas cumpriu tabela na Copa do Brasil, sem empolgar contra times menores. Para o Brasileirão, deverá ter dificuldades se não trouxer nomes efetivos para o grupo, tendo em vista seu elenco menos qualificado do que os principais do país. Mas tem a obrigação de fazer campanha melhor do que a do último campeonato, e passar longe da zona de rebaixamento.
Time titular: Paulo Victor; Pará, Bressan, Wallace e Armero; Jonas, Canteros e Arthur Maia; Everton, Gabriel (Alecsandro) e Marcelo Cirino. Téc.: Vanderlei Luxemburgo
Fluminense
O Fluminense viveu momentos de tensão após a saída do patrocinador/parceiro no fim do ano de 2014. A debandada parecia certa. Mas ela aconteceu apenas em partes, e o Flu iniciou 2015 com uma base mantida dentre os onze titulares. Restava saber se os reforços, em sua maioria apostas desconhecidas, e as joias de Xerém dariam conta do resto do elenco. Até o início deste Brasileiro que se inicia, a resposta é não, com direito até a demissão de Cristóvão Borges, que já balançava desde o ano passado.O Tricolor entra no Brasileiro como uma incógnita. Começando por seu treinador, professor elogiado pelo trabalho nas salas de aulas, mas sem campanhas relevantes comandando times de futebol. Precisa de reforços que ajudem os medalhões e tirem a pressão dos jovens talentos, ainda a serem lapidados. Caso seus grandes nomes estejam em boa forma (entre eles o velho conhecido Magno Alves, recém contratado), a meninada poderá engrenar e o time tem chances até de brigar na parte da cima. Do contrário, pode fazer a torcida ter aqueles pesadelos que já conhecem – e que não gostaria de ter nunca mais.
Time titular: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Gum, Antonio Carlos e Giovanni; Pierre, Jean (Edson), Wagner e Vinicius (Gerson); Kenedy (Magno Alves) e Fred. Téc.: Ricardo Drubscky
Goiás
Apostando na sua grande revelação do ano passado, o matador Erik, o Goiás vem com aquela pretensão que lhe é característica em âmbito nacional: realizar um bom campeonato, quem sabe conquistar algo maior que a permanência na primeira divisão e, ainda, revelar jogadores talentosos que possam render frutos ao clube. O especialista em Goiás, Hélio dos Anjos, será o responsável pela difícil missão.
Time titular: Renan; Everton, Felipe Macedo, Alex Alves e Juliano; Ygor, Rodrigo, Felipe Menezes e Esquerdinha; Bruno Henrique e Erik. Téc.: Hélio dos Anjos
Grêmio
O Grêmio vem menos forte do que de costume. Apesar de contar com um figurão no banco de reservas, o técnico Felipão, a equipe atravessa uma crise financeira que impactou no nível de competitividade do seu plantel, que deu uma considerável enfraquecida com a perda de jogadores como Zé Roberto e Barcos. Deve ficar no meio da tabela, sem grandes emoções, pro bem e pro mal.
Time titular: Marcelo Grohe; Matias Rodriguez, Rhodolfo, Erazo e Marcelo Oliveira; Felipe Bastos, Maicon, Douglas, Giuliano e Luan; Braian Rodriguez. Téc.: Luiz Felipe Scolari
Internacional
Campeão gaúcho e com bom desempenho na temporada, o Internacional é, para muitos, o favorito ao título. Com um elenco recheado, a equipe tem mais uma grande chance de acabar com a pecha recente de time que sempre pinta bem no Brasileiro, mas que, nos últimos anos, morre na praia. Diego Aguirre, o técnico uruguaio, parece estar conduzindo bem o elenco e os egos dos jogadores, sempre um desafio em times com jogadores renomados. O Colorado vem forte e sedento pelo título.
Time titular:Alisson; William, Ernando, Alan Costa e Géferson; Rodrigo Dourado, Aránguiz, D´Alessandro, Valdívia e Eduardo Sasha, Nilmar. Téc.: Diego Aguirre
Joinville
Com missão parecida com a dos rivais de seu Estado (permanência na primeira divisão), o Joinville vem apostando na sua grande contratação: o experiente Marcelinho Paraíba, eleito craque do último Campeonato Catarinense. Apenas com muita sorte e competência o time não passará sufoco na competição. O técnico Hemerson Maria deve estar preocupado.
Time titular: Oliveira; Sueliton, Bruno Aguiar, Dankler e Heracles; Marcelo Costa, Naldo, Augusto César e Marcelinho Paraíba; Kempes e Wellington Júnior. Téc.: Hemerson Maria
Palmeiras:
O palmeirense está ansioso e otimista com a chegada do Campeonato Brasileiro. Será praticamente o primeiro Brasileirão desde 2009 que o Palmeiras jogará em sua casa, agora o moderníssimo Allianz Parque. As finanças do clube parecem estar em alta, o que permitiu que o elenco fosse muito reforçado para a temporada (foram 21 contratações). Claro, não estamos falando de um time cheio de craques e estrelas (Valdívia pode sair), mas sim jogadores voluntariosos e boas alternativas para cada posição, o que é fundamental para um campeonato de pontos corridos. Apesar de ainda carecer de algumas contratações, o alviverde está no caminho certo. A saber se renderá frutos já em 2015.
Time titular: Fernando Prass; Lucas, Vitor Hugo, Victor Ramos e Zé Roberto; Gabriel, Arouca, Cleiton Xavier e Robinho (Valdívia); Dudu e Rafael Marques. Téc.: Osvaldo de Oliveira
Ponte Preta
A Ponte, credenciada por um excelente campeonato estadual e pela manutenção do seu competente técnico, Guto Ferreira, aliada à ótima contratação do centroavante Borges, deve vir forte no campeonato e, quem sabe, incomodar os times grandes. Ao que tudo indica, o rebaixamento não ameaçará a equipe campineira.
Time titular: Marcelo Lomba; Rodinei, Tiago Alves, Pablo e Gilson, Fernando Bob, Paulinho, Josimar e Renato Cajá; Rildo e Borges. Téc.: Guto Ferreira
Santos
Após um início de ano pouco promissor, o Santos realizou boas contratações e parece ter o elenco e seu técnico em plena sintonia. Contrariando as expectativas, faturou o Campeonato Paulista, tendo sido derrotado no ano apenas quando Robinho, seu astro-maior, não esteve em campo (aliás, a sua permanência é crucial para as pretensões da equipe no resto da temporada). Com um forte ataque, pode surpreender de novo, ainda mais se considerarmos que nesse ano poderá contar com algumas boas peças também no banco de reservas. O goleiro Vladimir, Cicinho, Gustavo Henrique, Alison, Elano, Rafael Longuine (contratado após ser eleito a revelação do Campeonato Paulista) e Gabigol deverão ser bastante úteis durante a temporada.
Time titular: Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Valência, Renato, Lucas Lima e Geuvânio; Robinho e Ricardo Oliveira. Téc.: Marcelo Fernandes
São Paulo:
O torcedor do São Paulo parece estar um pouco preocupado com as chances de títulos nesse ano de 2015. A equipe do Morumbi não conseguiu encontrar um bom futebol e ainda aparenta sofrer com a perda de Kaká, que deixou o clube em 2014. Após a saída do treinador Muricy Ramalho, apostou no interino Milton Cruz que, com 21 anos de clube, está surpreendendo, já que na Libertadores o time parece ter despertado após a troca em seu comando técnico. A instabilidade do time em 2015 pode, em grande parte, ser creditada à sua defesa, que ainda precisa encaixar um bom futebol e regularidade. Dória, supostamente um bom zagueiro e ainda promessa, foi contratado, porém devido a seguidas lesões e suspensões, ainda não conseguiu dizer a que veio. Mas, em que pese os problemas no time, a equipe tricolor entra forte na disputa pelos jogadores que possui e pelo recente histórico vencedor no sistema de pontos corridos.
Time titular: Rogério Ceni; Bruno, Rafael Tolói, Rodrigo Caio (Dória) e Reinaldo; Denílson, Souza (Wesley), Ganso e Michel Bastos; Pato (Centurión) e Luis Fabiano.
Sport
Comandado por Eduardo Batista, o Sport vem com grandes jogadores para a disputa do nacional – Magrão, Durval, Diego Souza e Hernane são, em parâmetros domésticos, jogadores de primeira linha – e ainda conta com a sua fanática torcida que normalmente impulsiona a equipe em seu estádio até o fim. O único representante do Nordeste pode fazer uma campanha sem sustos e almejar uma vaga na Copa Sul-Americana.
Time titular: Magrão; Oswaldo, Ewerthon Páscoa, Durval (Samuel Xavier) e Renê; Rodrigo Mancha, Élber e Diego Souza; Samuel, Joelinton e Hernane. Téc.: Eduardo Batista
Vasco
Vindo de um melancólico acesso no piloto automático , o Vasco passou por uma transformação para a nova Era Eurico que se iniciou em 2015. Mudou o perfil do seu elenco e do seu treinador, apostando em caras novas. A mudança tinha tudo para ser sofrida, mas Doriva deu um padrão ao time, apoiado na base de nomes experientes mantidos do ano passado. Com o título do Carioca depois de 12 anos, o Gigante da Colina entra revigorado e confiante para o Brasileirão. No embalo do título e da forte defesa montada, poderá passar ao largo do retorno indesejado à Segundona. Para mais do que isso, vai precisar ir ao mercado capturar alguns bons nomes.
Time titular: Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Christiano; Guiñazú, Serginho e Julio dos Santos; Rafael Silva, Dagoberto e Gilberto. Téc.: Doriva