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No Ângulo | Futebol é preciso

Aposta por aposta, eu ficaria com o Valentim

24/11/2017

Créditos da imagem: Montagem / No Ângulo

Em um texto a respeito de Muricy Ramalho que guardei na memória com muito carinho, Menon escreveu que se ele chamasse “Muricivic” seria considerado um gênio. Não poderia concordar mais. Ontem recordei dessa célebre frase ao ler a notícia da contratação do promissor Roger Machado. Promissor, nem mais, nem menos.

Mas no futebol e na sociedade em que vivemos, a cada dia surgem verdades absolutas contra as quais não conseguimos lutar. Técnico de futebol, por alguma razão, vive na maioria das vezes de “grife”. Essa tal “grife” não está totalmente correlacionada com títulos, pois às vezes os títulos não conseguem atingí-la. Antônio Lopes foi campeão de quase tudo, não tinha essa grife. Luxemburgo perde tudo há anos e inexplicavelmente consegue mantê-la. Fulano é “retranqueiro”, ciclano é “moderno”, julgamentos às vezes sem nenhuma conexão com a realidade.

É evidente que não há fórmula mágica para treinador de futebol. O Carille que deu certo este ano é o mesmo que fracassou ano passado –olha que para dar certo este ano, várias grifes tiveram de dizer não ao Timão. O Tite da Seleção é o mesmo de passagem mediana pelo Palmeiras e de passagem medíocre pelo Atlético Mineiro.

O ponto é que em um time de investimentos astronômicos, como é o caso do Palmeiras, mais que boas ideias é necessário “costas largas”, é necessário um respaldo vindo não se sabe de onde, que segure o treinador diante do primeiro percalço.

O problema não é Roger. Acredito que ele daria certo no Santos, por exemplo, pelo estilo e por uma cobrança mais ajustada às reais condições da equipe. Mas no caso palmeirense, se fosse para apostar, apostasse então no Valentim, habituado à casa, com certo carinho e identificação da torcida. Garantia de sucesso? Nenhuma. Mas vai ver se o Valentim fosse Machado, a coisa seria diferente.