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No Ângulo | Futebol é preciso

A Lista de Tite

06/04/2018

Créditos da imagem: Cena do filme A Lista de Schindler

Decisões do treinador na lista final dos jogadores convocados para a Copa podem chamar ou afastar a torcida brasileira pela Seleção

Tite – e não Neymar, Messi ou Suárez – foi o “craque” das Eliminatórias Sul-Americanas.

E se hoje temos um time competitivo que figura entre os favoritos para a conquista do Mundial da Rússia, o crédito maior é dele.

De maneira que soa razoável “dar um voto de confiança” ao melhor treinador do País, correto?

Eu diria que sim.

Mas isso é bastante diferente de um “voto cego”, por assim dizer.

Veja, particularmente duas decisões persistentes de Tite causam estranheza e até antipatia pelo atual escrete canarinho: i) a ausência de Vanderlei, que sequer teve uma chance durante todo o “ciclo da Copa” (detalhe: o santista vem sendo irretocável e atuando no mais alto nível há pelo menos três temporadas) e ii) a presença de Rodrigo Caio, que de tão injustificável, eu nem tratarei muito nestas linhas. A péssima cotação do jogador entre os são-paulinos já diz muito sobre o seu desempenho.

Então, fosse eu o comandante da nossa Seleção e convocaria “de acordo com a massa” (leia-se Vanderlei e Geromel) no mês que vem, quando será divulgada a lista final dos 23 escolhidos.

Não pela pressão ou por falta de convicção. Mas pelo que classifico de “inteligência emocional”.

E no subjetivo futebol, qualquer detalhe – como ir para uma Copa com o apoio popular em alta – pode fazer a diferença.

E segue o jogo.