
Créditos da imagem: UEFA
O Real Madrid enfrenta, nesta temporada, uma crise terrível com o título praticamente perdido para os rivais de Barcelona (a liderança já está a 19 pontos).
Com a eliminação chocante frente ao Leganés, apenas sobra a Liga dos Campeões como trunfo de monta para Zidane segurar o seu cargo de treinador dos “Merengues”.
A má forma de Benzema, a época com menos golos de Ronaldo, a meia época lesionado de Gareth Bale, tudo ajudou para o gigante espanhol esteja em maus lençóis nesta temporada.
Mas há um problema consensual.
A má abordagem desta temporada teve custos terríveis no seu sucesso.
Real Madrid vendeu Morata e Danilo, não renovou com Pepe deixando-o ir a custo zero para a Turquia e emprestou James Rodriguez ao Bayern Munique por duas épocas.
Estas decisões tiraram a Zidane opções de qualidade e profundidade ao plantel.
Para o lugar de Pepe, o Real fez regressar Vallejo, central espanhol da cantera madridista, para o lugar de Danilo entrou o igualmente jovem, Hacraf Hakimi, proveniente do Castilla (equipa B do Real Madrid). Para o lugar de James entrou Dani Ceballos, craque da selecção sub-21 de Espanha e que jogava no Bétis e para o lugar de Álvaro Morata entrou Borja Mayoral que provém da Cantera também mas que teve emprestado ao Wolfsburgo.
Saíram quatro opções de enorme qualidade e entraram para os seus lugares 4 jovens, 3 deles espanhóis, maioria da cantera, mas que não são jogadores que acrescentem algo mais ao plantel e que permitam a Zinedide Zidane rodar a equipa e manter a qualidade e as dinâmicas.
Numa época já com 3 títulos (ganharam Supertaça Espanhola, Supertaça Europeia e Mundial de Clubes) o clube do Bernabéu organizou mal esta época e com um Barcelona na mó de cima e repleto de opções válidas, soa a estranho que não haja um verdadeiro ataque ao mercado por parte de Florentino Pérez para tentar salvar o que resta da época e apagar a má imagem com uma eventual vitória na Liga dos Campeões.