
Créditos da imagem: Juliana Flister/Light Press/Cruzeiro
Jogo tenso.
Mata-mata.
Pau-a-pau.
Minuto 37.
Cobrança de falta em frente ao gol.
Três na bola.
A defesa se recompõe no centro da área.
“Vai que ele cruza”, pensa o zagueiro-brucutu.
“Vai que dá rebote”, cogita o centroavante mais desavisado.
O goleiro arma sua barreira: “Vai que ele bate”.
Nas arquibancadas, a torcida pede: “põe na forquilha, põe lá onde a coruja dorme”.
Todos de olho.
Cruzar ou bater?
Canto direito ou esquerdo?
Concentração.
O juiz apita.
O silêncio.
A surpresa.
A jogada que ninguém esperava.
A bola vai de leve, por cima da barreira.
Cai no pé do Camisa 10, livre, pra invadir a área e fuzilar.
Classificação garantida.
No ensaio, ninguém faltou.
Na execução, ninguém desafinou.
A torcida explode.
Uma pintura! Muito melhor do que esperávamos!
Seria bom se fosse mais frequente.
Jogada ensaiada no Brasil é um oásis em terra devastada.