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No Ângulo | Futebol é preciso

A beleza de quem consegue surpreender

20/10/2016

Créditos da imagem: Juliana Flister/Light Press/Cruzeiro

Jogo tenso.

Mata-mata.

Pau-a-pau.

Minuto 37.

Cobrança de falta em frente ao gol.

Três na bola.

A defesa se recompõe no centro da área.

“Vai que ele cruza”, pensa o zagueiro-brucutu.

“Vai que dá rebote”, cogita o centroavante mais desavisado.

O goleiro arma sua barreira: “Vai que ele bate”.

Nas arquibancadas, a torcida pede: “põe na forquilha, põe lá onde a coruja dorme”.

Todos de olho.

Cruzar ou bater?

Canto direito ou esquerdo?

Concentração.

O juiz apita.

O silêncio.

A surpresa.

A jogada que ninguém esperava.

A bola vai de leve, por cima da barreira.

Cai no pé do Camisa 10, livre, pra invadir a área e fuzilar.

Classificação garantida.

No ensaio, ninguém faltou.

Na execução, ninguém desafinou.

A torcida explode.

Uma pintura! Muito melhor do que esperávamos!

Seria bom se fosse mais frequente.

Jogada ensaiada no Brasil é um oásis em terra devastada.