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No Ângulo | Futebol é preciso

Lágrimas sinceras: o exemplo de Fumagalli

13/11/2017

Créditos da imagem: O Imparcial

Jogador de (apenas) boa capacidade técnica, Fernando Fumagalli dribla as próprias limitações e consegue fazer de sua carreira, que tinha tudo para ser medíocre, algo marcante: é ídolo bugrino!

Okay, Fumagalli não foi lá “essas coisas” nos ditos clubes grandes (em que pese a conquista de alguns títulos e algumas boas atuações por Santos, Corinthians e Vasco da Gama).

De modo que o próprio mercado se encarregou de “atirá-lo” para as divisões inferiores do futebol brasileiro.

No entanto, como não admirar um jogador que, em tempos de “futebol moderno” e “profissional”, sempre fez questão de declarar o seu amor ao Guarani e que construiu a sua gloriosa trajetória pelo clube quando ele – o simpático Bugre – vivia o pior momento de sua história?

Pois bem.

Eis que aos 40 anos de idade e prestes a encerrar a carreira, Fumagalli chorou ao saber que a partida do último sábado entre Guarani e CRB pode ter sido a sua última no Brinco de Ouro, já que o atleta enfrenta o Londrina pendurado, amanhã, e corre o risco de ficar fora da despedida bugrina no seu estádio, na próxima sexta-feira, contra o Luverdense. Lágrimas sinceras de quem ama e sabe que é amado.

Fumagalli é um genuíno ídolo do Guarani e os números traduzem a sua importância: com 89 gols, é o quarto colocado na artilharia da história do clube, atrás de Careca (118), Nenê (com mais de 120) e Zuza (com 149 oficiais).

O grupo de jogadores já revelou um pacto interno com o fim de evitar o rebaixamento. Além dos motivos óbvios, os seus companheiros de time não querem manchar a aposentadoria do ídolo que se despede.

Eles todos, confesso, terão a minha torcida.

E segue o jogo.