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No Ângulo | Futebol é preciso

Messi, Messi, Messi!

11/10/2017

Créditos da imagem: Juan Ruiz/AFP

Agora é fácil falar, mas confesso que não via essa Argentina fora da Copa. Não que não merecesse, pela bagunça que foi nos últimos anos (mas até aí o Brasil também não iria…). Não que não fosse um catado em campo, “pipocando”, “amarelando”, use o termo que quiser usar. Não que Sampaoli tenha feito um pouco do muito que se esperava dele. Mas a Argentina tinha Lionel Messi.

Agora é fácil falar, mas eu esperava que Messi fizesse mesmo o que fez, pois convenhamos: ele não fez mais do que a sua obrigação. Ocorre que, a obrigação de um gênio não é pequena, trivial ou leve. Pelo contrário, é um fardo fazer o que só ele pode fazer. Mas ele fez, com a maestria de quem é sim o melhor de sua geração, com a determinação de quem sabe que não se provou aos seus, parafraseando a parábola bíblica, o melhor do mundo não tem honra na sua própria Pátria, ou pelo menos não as honras que poderia ter.

A Argentina tornou-se hoje franca favorita ao título mundial, como o Brasil em 2002, após os trancos e barrancos que foram aquelas eliminatórias. Ainda que Sampaoli não seja Felipão e eles não tenham nenhum Ronaldo na cartola. Mas eles têm Messi.

Agora é fácil falar, mas Messi foi Messi. Se bem que parecia o Romário em 93, no dia em que o Baixinho levou o Brasil para a Copa. Hoje, outro Baixinho, “La Pulga” conduziu nossos hermanos à Rússia. Só consigo pensar em como essa Copa será fantástica: Neymar no auge, Cristiano Ronaldo, a máquina a todo vapor e ainda tem o Messi, que é… o Messi.