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No Ângulo | Futebol é preciso

Torcedor palmeirense, não se iluda!

14/07/2017

Créditos da imagem: Portal Terra

A derrota para o Corinthians no clássico foi, praticamente, o fim do ano palestrino.

Torcedor palmeirense, por favor, não se iluda, o time vive uma fase péssima, fadada ao fracasso.

Por muitos motivos, não se pode esperar muito do plantel alviverde. O clube se tornou algo “para inglês ver”: estrutura de ponta, dinheiro em caixa, elenco forte, lucro mês após mês, mas, internamente, encontra-se um cenário desesperador.

Para início de conversa, a Sociedade Esportiva Palmeiras conta com uma diretoria fraca e um patrocinador que se coloca acima da grandeza do clube. Veja, o atual presidente, Sr. Maurício Galliote, em pleno mês de julho, decidiu tirar férias de trinta dias, para viajar com sua família. Claro que ele tem todo direito de fazer isso e aproveitar os seus momentos de lazer, mas acredito que quando um cidadão se coloca na função de presidente (!) de um clube de futebol, suas viagens e planos familiares deveriam ficar para dezembro e janeiro, quando qualquer assunto profissional pode ser resolvido por telefone.

Elementar!

Sim, ele é omisso! Com sete meses de mandato, ele conseguiu se provar fraco e submisso às ações da Crefisa e de Leila Pereira.

Por incrível que pareça, o patrocínio oficial do clube parece mandar em todas as atitudes que acontecem nos bastidores no time de Palestra Itália.

Galliote, no começo de seu mandato, fez as pazes com a torcida organizada, o que foi muito estratégico. Junto às contratações milionárias e ineficientes até o momento, a torcida do Palmeiras fechou os olhos, ignorando qualquer fase ruim do time. Vale lembrar que, durante a era Paulo Nobre, três ou quatro jogos ruins eram sinônimos de muros pichados e visitas “amigáveis” no Centro de Treinamento. Não sou a favor de nada disso, mas me incomoda ver como essa nova “gestão” iludiu grande parte dos torcedores alviverdes.

Além disso, a SEP conta com Alexandre Mattos, apelidado de “Mittos”, que já se perdeu em meio ao seu cargo e ao crescimento de sua fama. Desculpem-me os mais otimistas, mas o trabalho que ele faz hoje em dia cheira fracasso. Contratar em quantidade não funciona. Não adianta ter cinco volantes ou seis pontas, se não consegue encontrar dois laterais para jogar. Atuando assim, o Palmeiras inflaciona, e muito, o mercado. Um jogador que custa X, se procurado pelo time do Allianz Parque, custará 2X para mais. Desculpem-me de novo, mas Alexandre Mattos não coloca medo em mais ninguém quando aparece ao telefone tentando contratar algum jogador caro e desnecessário.  É hora de se acalmar e reavaliar o planejamento e os novos jogadores.

Por último, mas não menos importante, não se enxerga um time dentro de campo. Cuca tirou férias e parece não ter voltado até o momento. Não estudou, não se reinventou. Ano passado, a marcação individual deu certo, e levou o time ao título.

Só que o trabalho vigente do atual treinador chega a ser pior que de técnicos DEMITIDOS no ano. Ele tem crédito, é claro, mas fica muito contraditório ver lateral cobrado na área e escanteio com passe curto para o lado. A equipe treinada por Eduardo Baptista tinha mais organização tática e mais disciplina que o amontoado que Cuca prepara. No clássico, conseguimos ver Roger Guedes na lateral, Zé Roberto como zagueiro, Dudu como volante e Mina como atacante. Isso beira o absurdo! Qualquer time de society do seu bairro prepara um grupo melhor.

Esclarecendo mais um ponto, o que se vê dentro de campo são onze jogadores vitoriosos e muito competentes, que colocam prepotência e arrogância acima de vontade e raça, qualidades que proporcionaram as conquistas de todo plantel palestrino.

E com arrogância não se chega a lugar algum!

É hora de abaixar a cabeça, encontrar os erros e voltar a se entregar dentro de campo. Já deu de ver muita “ousadura”, não só de Felipe Melo, mas de todos. É hora de colocar na prática toda essa vontade e determinação.

Mais uma vez, torcedores palmeirenses, não se iludam! A Sociedade Esportiva Palmeiras de 2017 faz feio, como eu não via há muito tempo.