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No Ângulo | Futebol é preciso

A diferença de Messi para Pelé, Maradona, Beckenbauer e Zidane

27/06/2016

Créditos da imagem: Jornal Extra

Um amigo disse que os vencedores são medidos por títulos, e os craques, pela qualidade. Concordo plenamente. É assim que podemos diferenciar um jogador mediano que ganhou uma Copa do Mundo de nomes como Sócrates, Falcão, Zico & cia, que encantaram o mundo, mas não levantaram a taça. O talento não se mede por conquistas, e sim por desempenho, apresentações memoráveis.

Por outro lado, é possível, com base nesse raciocínio, fazer uma comparação mais avançada, criando a categoria dos grandes craques-vencedores. Aí, Messi vai ter que dar licença a um grupo que mostrou saber unir talento a conquistas. Nesse time, estão, por exemplo, Pelé, Beckenbauer, Maradona, Zidane, Ronaldo Fenômeno e Garrincha.

Há algum tempo, escrevi aqui que Messi estava ainda muito longe do talento de Pelé. Justifiquei com as conquistas internacionais, a superexposição atual contra a precária transmissão de imagens de antigamente, o número de gols feitos etc. Muitos discordaram, mas mantenho a minha opinião, agora com mais firmeza.

Messi já é inesquecível, mas só entrará no panteão dos craques-vencedores se ganhar uma Copa pelo seu país. Se não aproveitar a próxima, na Rússia em 2018, que pode ser sua última chance, vai continuar a ser reverenciado, mas no nível de Cruyff, Puskas, Altafini, Didi Riva, Cristiano Ronaldo, Eusébio, entre outros. Não lado a lado de Pelé, Maradona, Beckenbauer, Zidane e outros membros de um restrito grupo. 1617953

Esse time que une os que conseguiram encantar e conquistar ainda é muito exigente e seletivo.

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