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Assumindo que o Barcelona mantenha o seu posicionamento atual de liberar o nosso astro maior tão somente para uma das competições a serem disputadas pela Seleção, penso que, embora a Copa América seja uma boa oportunidade de reunir o grupo principal por mais tempo (até pensando na disputa das Eliminatórias), o “Ouro Olímpico”, a ser buscado por jogadores “Sub-23” – além dos três permitidos acima da idade -, deveria ser a prioridade de Dunga.
Explico: em que pese a antipatia que nutro pelo futebol (meu esporte favorito, mas que já é devidamente representado a cada 4 anos pela Copa do Mundo) figurar entre os esportes olímpicos, acredito que o fato de novamente sediarmos a competição (assim como foi na última Copa do Mundo), é uma oportunidade histórica e única de tentarmos resgatar um “tiquinho” do nosso orgulho que esvaiu-se após a doída derrota por 7×1 para a Alemanha, em pleno Mineirão.
Sem falar no ineditismo da medalha dourada, a qual, convenhamos, se conquistada em solo brasileiro, será muito legal e servirá sim para ajudar a cicatrizar as sete feridas abertas pelos alemães (ressalvada a diferença no grau de importância entre as competições).
Além disso, o convívio com a “molecada” poderá fazer bem a Neymar, aparentemente enfadado com o ambiente opressor da Seleção principal. Novos ares poderão fazer bem ao craque.
Curioso é que a decisão de Dunga (segundo ele próprio, em entrevista ao FOX Sports, a Olimpíada será prioridade em relação à convocação de Neymar) poderá se voltar contra ele próprio, já que a Copa América é anterior aos Jogos Olímpicos. Ou seja, pode ser que o contestado técnico “guarde” Neymar para eventual sucessor, em caso de fracasso com a Seleção principal.
E segue o jogo.