Pular para o conteúdo
No Ângulo | Futebol é preciso

Elano e a Psicologia no futebol

27/03/2016

Créditos da imagem: bemparana.com.br

Campeão do histórico Brasileirão de 2002 pelo Santos, da então dupla sensação Diego e Robinho, Elano, pode-se dizer, começaria ali a traçar a sua bem-sucedida trajetória no futebol.

“Pinçado” por Emerson Leão (assim como Alex, o zagueiro; Renato, o volante que até hoje – depois de passagens marcantes por Sevilla e Botafogo – brilha com a camisa do Peixe; Alberto etc), o jogador atuaria também por Shakhtar Donetsk, Manchester City, Galatasaray, além de Grêmio e Flamengo, para citar os principais.

Em 2010, foi homem de confiança da Seleção Brasileira de Dunga e não decepcionou. Até a contusão que o tiraria daquela Copa do Mundo (resultado de uma entrada violenta do jogador da Costa do Marfim), vinha sendo o principal nome do escrete canarinho, que cairia diante de uma Holanda sem muito brilho, liderada por Sneijder.

Curioso que depois da Copa, Elano rodou, voltou ao Santos em 2011 (quando foi artilheiro do Paulista daquele ano) e, em 2012, chegou a ser cogitado para substituir o astro holandês – algoz da nossa Seleção – na Inter de Milão, o que acabou não se concretizando.

Voltando a 2011, foi a partir daí que a carreira do meia só fez descer a ladeira. À época, Elano assumiu um romance extra-conjugal com a então atriz global Nivea Stelmann, o que, segundo o próprio jogador, causou-lhe danos incalculáveis na sua vida pessoal e, por consequência, na de atleta. Ele assume ter “perdido a cabeça”, o foco, e, passado o efêmero – e conturbado – romance (com direito a muita exposição na mídia), reataria com a esposa e buscaria na religião forças para continuar.

Fato é que, desde então, Elano nunca mais brilhou. A sua estrela se apagou (de se lamentar que um jogador do seu nível tenho ido atuar na Índia entre 2014/2015) e, salvo alguma notícia da qual não tenho conhecimento, o atleta não teve a assistência psicológica dos clubes pelos quais atuou e agora vive à margem no Santos (sim, ele está no Peixe), sem prestígio e sendo pouco notado.

Prova disso é que, mesmo aos 34 anos de idade (se não é jovem, há jogadores mais velhos atuando em bom nível por aí), sequer é cogitado para atuar na partida contra o São Paulo, quando o Santos atuará SEM CINCO TITULARES, em razão das convocações para a Seleção Brasileira de Lucas Lima, Gabigol e Ricardo Oliveira (para a “principal”) e Zeca e Thiago Maia (para a “olímpica”).

Como diz o amigo João Ricardo Lebert Cozac, bam-bam-bam da nossa Psicologia Esportiva, até quando ignoraremos esse assunto tão relevante para o esporte de alto rendimento?

E segue o jogo.