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No Ângulo | Futebol é preciso

O que exigir do Brasil nas Eliminatórias

07/10/2015

Créditos da imagem: esporte.ig.com.br

O Brasil começa nesse dia 8 sua caminhada rumo à Rússia para disputar mais um Mundial (o seu 21º), levando na bagagem cinco títulos e a fama de (ainda?) ter o melhor futebol do mundo, pelo menos para os “pachecões”. O adversário da estreia será o Chile, em Santiago, e depois, nessa primeira rodada de dois jogos, a Argentina. Três candidatos a conquistar três das quatro vagas reservadas à Conmebol, pela FIFA, entre dez seleções. E ainda resta uma segunda chance ao quinto colocado, para disputar a repescagem. Quer dizer, é chance de 50%, dada a nenhum outro país, num universo onde a qualidade é de boa para baixo.

Trocando em miúdos, para dois dos países participantes – Argentina e Brasil – é mais do que obrigação  conquistar a vaga. O inverso tem de ser visto como vexame, vergonha, motivo para fechar para balanço, iniciando com uma varredura completa, usando o desinfetante mais forte a ser encontrado, na entidade que comanda o futebol no país – aqui e lá. Uma limpeza que, diga-se de pronto, devia ser feita ainda que se classifiquem.

Tudo bem, já sei, alguns dirão que a Argentina já ficou de fora, o que é verdade. O que só prova ainda mais o que foi dito: que é uma vergonha, caso de polícia. Os “pachecões” dirão, correndinho, que o Brasil, ao contrário, jamais ficou de fora e que é o único país no mundo a participar de todas as edições. Falam de boca cheia, sem parar para pequenas e rápidas considerações: a) que antigamente eram feitos convites, nada de Eliminatórias; b) que o campeão tinha vaga garantida na Copa seguinte: e que, cá entre nós, ganhar uma vaga por essas bandas é muito mais fácil do que nos diversos grupos europeus. Por mais que a FIFA tente colocar seleções fraquinhas nos grupos das mais fortes – aquelas que a ela, FIFA, interessa ver na grande festa.

Fala sério. Dê uma olhada nas possibilidades financeiras, na população dos países concorrentes, e sinta as diferenças que devem prevalecer. Somos, por exemplo, mais de 200 milhões almas, enquanto vivem no Uruguai cerca de 3,5 milhões – ou seja, 1,5%. Sendo verdade que da quantidade é que se tira a qualidade, qual país deve produzir maior número de jogadores e, por consequência, melhor qualidade?

Poderão dizer que futebol mudou muito, que já não tem mais bobo, e outras afirmações do gênero. Tudo bem, se houve aprimoramento, os que antes eram (tidos como) os bons, os melhores, deviam ter melhorado ainda mais, aumentado – ou pelo menos mantido – a diferença de qualidade. É o que ocorreu?

Não vou dizer que o Brasil vai ganhar do Chile e muito menos da Argentina, a seguir. Nem analisar a seleção do Dunga, que longe de ser um craque na direção, trabalha com o que tem. O que não é lá uma maravilha. Foi obrigado a convocar jogadores que, sabe, não estarão na Rússia, nem, provavelmente, nas próximas rodadas das Eliminatórias – pela idade e pelas qualidades. Trato de toda a campanha – 18 jogos. E lá na frente, em 2017, a seleção terá de estar classificada. Não é porque para isso torço, é pela obrigação que tem.

Ou se dispensa qualquer CPI e se vai para os finalmentes…

 

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