
Créditos da imagem: Levi Bianco/Getty Images
O Palmeiras tomou um vareio de bola da Ponte Preta no último domingo. Com 3 a 0 contra, viu as chances de disputar a final do Paulista se dissiparem, após quase um campeonato todo na liderança, em apenas 45 minutos. A apatia do time em campo frente a um rival aguerrido e impiedoso fez com que muitas dúvidas surgissem na cabeça dos torcedores e dos corneteiros de plantão. Na minha, uma só: e se fosse na Libertadores?
Um elenco de centena de milhões de reais e uma apatia de faltar explicação. É absolutamente plausível acreditar que o mesmo poderá se repetir na competição mais importante do ano, naquela que dá vaga ao tão sonhado e inédito Mundial de Clubes para o clube.
Imagine: no torneio sul-americano, o Palmeiras pode se classificar como primeiro do seu grupo, o que lhe permitirá decidir em casa ao menos as oitavas de final. Uma estreia fora de casa na fase mata-mata, um 3 a 0 contra, um sonho e um investimento jogados lamentavelmente no lixo.
Os três gols da Ponte vão muito além de apenas 45 minutos. É muito mais que um simples fiasco. É o risco de ter toda uma temporada desperdiçada em apenas um tempo. É o perigo de não ter força nem garra para reagir a situações adversas.
É ainda mais!.
É o alerta de que o time precisa urgentemente melhorar, reagir, antes que se comece a fase decisiva da Libertadores. Tempo e elenco tem. Treinador capacitado? Não sei. Eduardo é inexperiente demais para encarar um elenco estrelar, o “Real Madrid das Américas”, como dizem.
A sorte do Palmeiras é que a derrota ensina. Só caberá aprender.